Foto: Repórter passa a noite em castelo ‘mal-assombrado’ na França – Reprodução/ TV Globo
Uma experiência fora do comum foi vivenciada pelos jornalistas Murilo Salviano e Ross Salinas em 30 de julho de 2026, quando se hospedaram no Castelo de Fugiré, localizado no oeste da França. O local é conhecido por ser o mais “mal-assombrado” do país, e a missão da equipe era investigar a origem de sua reputação.
O clima de mistério começou ainda no trajeto para o castelo. O taxista que levava a dupla expressou seu desconforto com o destino, revelando que preferia não se aproximar do local. Ele compartilhou que a propriedade é famosa na região por aparições e fenômenos paranormais, e que uma amiga pessoal já havia tido experiências intrigantes no Castelo de Fugiré.
Jornalistas se hospedam em quartos marcados por lendas e supostas presenças
Ao chegar à fortaleza, Murilo Salviano e Ross Salinas foram recepcionados pelos donos, Véronique e François. O casal disse que já convive com os “Invisíveis”, termo que utilizam para se referir às entidades que, segundo eles, habitam a antiga construção.
Véronique foi quem selecionou os aposentos para a equipe. Murilo Salviano foi alocado no quarto que, de acordo com a proprietária, foi de Félix, um antigo morador que faleceu dentro do próprio castelo.
No mesmo tema: Buscas na França encontram engenheira brasileira; duas jovens seguem sem paradeiro definido
“Tem uma salinha, uma mesa, uma cama bem confortável. E aquele ali é o tal do Félix, que morreu aqui dentro”, disse Murilo Salviano ao descrever o local onde passaria a noite.
Por outro lado, o cinegrafista Ross Salinas ocupou o conhecido “quarto do Cavaleiro”. Este cômodo é considerado pelos proprietários como um dos locais mais procurados por investigadores paranormais, que buscam registrar vozes e sussurros.

Exploração noturna revela corredores sombrios e tensão crescente
Antes de se recolherem, os jornalistas fizeram uma ronda pelo castelo, imersos em relatos de antigos habitantes e supostas assombrações. Em certo ponto, Murilo Salviano decidiu pregar uma peça em seu colega Ross Salinas.
“Eu vou tentar encontrar o Ross para dar um susto nele”, comentou o repórter, em busca de aliviar a atmosfera.
A tentativa de brincadeira foi uma maneira de quebrar o clima de tensão que pairava no ar.
“Esse riso aí é só para dar uma quebrada na tensão, porque o clima aqui dentro é realmente diferente. Talvez pela decoração exótica. Talvez pela sensação de estar num labirinto gigante sem saber a saída”, explicou Murilo Salviano sobre a atmosfera do local.
Cobertura completa: Internacional
O momento da verdade: madrugada sem registros sobrenaturais

Após explorar os quartos com relatos de mortes e uma capela oculta, chegou o momento de apagar as luzes e aguardar o que a madrugada revelaria.
Pouco antes de dormir, Murilo Salviano fez uma brincadeira, destacando um dos poucos “perigos” que encontrou na noite.
“Eu não sei se tem assombração ou não. O que está me deixando mais incomodado é essa aranha. Olha o tamanho da bichinha”, afirmou o jornalista antes de se deitar.
No entanto, durante toda a madrugada, a equipe não registrou nenhum fenômeno paranormal.
“Durante a noite, não vimos nem ouvimos absolutamente nada”, relatou Murilo Salviano ao fim da experiência.
A permanência do mistério e a visão dos proprietários
Mesmo com inúmeros relatos de fenômenos, a experiência da equipe não resultou em qualquer registro sobrenatural. O fato de nem todos os visitantes saírem convencidos de atividades paranormais no Castelo de Fugiré destaca a complexidade e subjetividade do “turismo fantasmas”, um nicho crescente que atrai curiosos e investigadores a locais históricos, onde a atmosfera e as narrativas são tão importantes quanto a prova.
Cobertura completa: Mundo
Para Véronique, no entanto, a ausência de ocorrências durante a visita não diminui o valor da vivência. Ela afirma que acredita em uma realidade além do visível e enfatiza que o castelo não deve ser visto apenas como um local de terror.
“Isso aqui não é um circo. É preciso ouvir com empatia e respeito”, declarou a proprietária sobre a forma como as histórias do local devem ser abordadas.
Independente da existência de fantasmas, é inegável que são as narrativas e o imaginário popular que mantêm a vida do Castelo de Fugiré. Construído para resistir a conflitos, o castelo encontrou, séculos depois, um novo propósito impulsionado pelo mistério e pelas lendas.




