Soberania em Inteligência Artificial: pesquisadora da UFG explica por que infraestrutura é estratégica para Goiás

Redação
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Soberania em Inteligência Artificial: pesquisadora da UFG explica por que infraestrutura é estratégica para Goiás

FUTURO TECNOLÓGICO

Montante visa colocar Goiás e o Brasil como referências internacionais em IA

Foto colorida mostra robô interagindo com humanos em feira de tecnologia (Foto: divulgação)

Governo de Goiás investe em ampliação de programas de pesquisa em inteligência artificial da UFG (Foto: divulgação)

Pedro Moura

O investimento de R$ 78 milhões anunciado ao Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da Universidade Federal de Goiás (UFG) pelo Governo de Goiás vai além da ampliação da capacidade de pesquisa. Para a diretora do centro e pesquisadora da UFG, Telma Woerle Lima Soares, a iniciativa representa um passo estratégico para que Goiás e o Brasil fortaleçam sua soberania em Inteligência Artificial, com infraestrutura, produção científica e desenvolvimento de tecnologias próprias.

Segundo a pesquisadora, a rápida evolução da Inteligência Artificial exige investimentos permanentes em infraestrutura computacional e formação de profissionais para que o estado acompanhe as transformações do setor e amplie sua competitividade internacional.

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“A Inteligência Artificial está se modificando a todo tempo. Já estamos construindo parcerias internacionais com outras instituições”, afirma em entrevista ao Mais Goiás.

O convênio firmado prevê investimentos em infraestrutura, manutenção do AI Data Center, fortalecimento do laboratório de veículos autônomos, produção de 40 publicações científicas e o registro de 15 propriedades intelectuais. A estrutura dará suporte ao desenvolvimento de soluções voltadas tanto ao setor público quanto ao mercado.

“Essas pesquisas de saúde, educação e veículo autônomo vão ter diferentes níveis de prazo. Vamos fazer o que é possível a curto prazo e também vamos ter soluções a médio prazo. O investimento também visa esse conhecimento a longo prazo”, explica.

Para Telma, investir nesse ecossistema significa criar condições para que Goiás participe do desenvolvimento da Inteligência Artificial, em vez de apenas utilizar tecnologias produzidas por outros centros.

“A parte de veículos autônomos, a gente não fala apenas de carros. A gente fala de uma mobilidade autônoma, que pode envolver drones, outros tipos de robôs. Investir neste tipo de infraestrutura é importante para que Goiás e o Brasil possam se posicionar como um polo de soberania e conhecimento necessário para dar andamento à Inteligência Artificial”, reforça.

Capacitação

Além da infraestrutura tecnológica, a parceria também prevê a capacitação de 2 mil professores e o atendimento de 10 mil estudantes com formação em Inteligência Artificial. A proposta busca ampliar o uso da tecnologia na educação e preparar profissionais para um mercado em constante transformação.

Segundo a pesquisadora, a IA poderá auxiliar professores na personalização do ensino e contribuir para um acompanhamento mais individualizado dos estudantes.

“O professor vai conseguir acompanhar de forma mais individual a necessidade dos estudantes com o uso de IA. Vai ser uma ferramenta de apoio, para que ele possa criar planos de estudo mais personalizados”, afirma.

A iniciativa também prevê levar estruturas e equipamentos voltados ao ensino e à pesquisa em Inteligência Artificial para instituições de ensino superior do interior de Goiás. Os municípios contemplados ainda serão definidos por meio de seleção.

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Startups e inovação

A estratégia inclui ainda a aceleração de 40 startups de base tecnológica integradas a iniciativas como o Hub Goiás e o Distrito de Inovação e Inteligência Artificial. A meta também é consolidar uma rede com 100 empresas parceiras para estimular a transferência de tecnologia e ampliar a aplicação prática das pesquisas desenvolvidas pelo Ceia-UFG.

“Já temos uma comunidade de startups e a criação de vários CNPJs. No ano passado, na primeira rodada do Epicentro, já foram selecionadas 10 startups e a proposta é fazer novas rodadas para captar novas empresas dentro do prazo deste convênio”, conclui.

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