‘Segurança, respeito e calor humano’: imigrantes contam por que escolheram Goiânia como lar

Redação
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‘Segurança, respeito e calor humano’: imigrantes contam por que escolheram Goiânia como lar

DIA DO IMIGRANTE

Estrangeiros que vivem em Goiânia relatam trajetórias de recomeço marcadas por desafios, adaptação cultural e busca por segurança e qualidade de vida

Imigrantes em Goiânia encontram segurança e qualidade de vida

Angiza Maryem mora no Brasil desde 2023 (Foto: reprodução)

Luanna Marques

A chegada a Goiás representa para imigrantes de diferentes países a possibilidade de recomeçar a vida com segurança, estabilidade e novas oportunidades. Em Goiânia, há 4.280 estrangeiros, de acordo com o Censo 2022 do IBGE, o que representa 0,3% da população da capital. No Dia do Imigrante, celebrado nesta quinta-feira (25), o Mais Goiás mostra história de pessoas que construíram uma nova rotina na capital goiana.

“O Brasil tornou-se nosso segundo lar. Hoje vivemos em Goiânia, uma cidade que nos acolheu com segurança, respeito e calor humano”. É assim que a afegã Angiza Maryem resume a experiência de viver na capital goiana após deixar o país natal em meio à instabilidade política e social provocada pelo retorno do Talibã ao poder, em 2021.

Ao Mais Goiás, ela contou que saiu do Afeganistão em busca de segurança, dignidade e oportunidades que passaram a ser cada vez mais restritas, especialmente para mulheres e meninas. O acesso à educação, ao trabalho e à participação na vida pública foi severamente limitado, o que motivou a decisão de deixar o país ao lado do marido.

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Imigrantes em Goiânia encontram segurança e qualidade de vida
(Foto: reprodução)

Em 2023, após um período no Paquistão durante o processo de solicitação de vistos humanitários, o casal chegou ao Brasil. A adaptação, segundo ela, foi marcada por desafios, principalmente pela barreira do idioma e pela mudança cultural. “Não falávamos uma única palavra de português. Tudo era novo: a língua, a cultura e a rotina. Ainda assim, sabíamos que construir uma nova vida exigiria coragem e perseverança”, relata.

Quase três anos depois, Angiza afirma que o Brasil se tornou seu segundo lar. Atualmente, ela vive em Goiânia, onde cursa o último ano do mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Federal de Goiás (UFG). Além da atuação acadêmica, trabalha como professora de inglês e dirige uma organização voltada à defesa dos direitos de mulheres e meninas afegãs.

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Imigrantes em Goiânia encontram segurança e qualidade de vida
(Foto: reprodução)

Ela também integra um coletivo de estudos da UFG que debate temas como direitos humanos, espiritualidades e justiça social. O marido, cineasta e fotógrafo, também encontrou na capital goiana espaço para seguir atuando na área artística. Apesar da saudade da família e do país de origem, ela afirma que encontrou no Brasil a chance de reconstruir a vida.

“Aprendemos a amar muitos aspectos da cultura brasileira e desenvolvemos um carinho especial por Goiânia e pelo estado de Goiás. Hoje apreciamos tradições e sabores locais, como pequi, pamonha e açaí, que já fazem parte de nossa rotina”, diz.

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Diferenças culturais

Outro exemplo de estrangeiro que escolheu Goiás como lar é o alemão Christian Belt, engenheiro de processos que atua em uma empresa do setor de biogás. Ele vive em Goiânia após ter se mudado para o estado em 2014 para se casar com uma mulher goiana.

Segundo ele, a adaptação envolveu diferenças culturais entre o estilo de vida europeu e o brasileiro. “Mais europeu, mais frio, mais direto, mais sério talvez. E aqui mais alegre, mais tranquilo. Sempre falo que existem vantagens e desvantagens”, disse ao Mais Goiás.

Imigrantes em Goiânia encontram segurança e qualidade de vida
Christian Belt mora em Goiânia desde 2014 (Foto: reprodução)

Qualidade de vida

Também em Goiânia, a cubana Yusimí Quezadas Hernández chegou ao Brasil em 2024 e encontrou na capital goiana a chance de recomeçar. Ela relata que a decisão de sair do país foi motivada pela busca de mais tranquilidade e melhores condições de vida, especialmente em comparação com a realidade marcada por instabilidade e dificuldades cotidianas.

Natural de Havana, Yusimí chegou ao Brasil com o marido e duas filhas pequenas após viver um cotidiano marcado por instabilidades, especialmente relacionadas ao fornecimento de energia elétrica. “Em Cuba enfrentávamos apagões de até 72 horas, o que afetava toda a rotina da casa e das meninas”, conta.

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Ela afirma ter encontrado na capital goiana um ambiente mais seguro e com menos violência do que em outras cidades, fator que influenciou diretamente sua adaptação. “Maravilhosa”, define ao falar sobre a experiência de viver em Goiás. A principal dificuldade no início foi o idioma, um desafio comum entre imigrantes que chegam ao Brasil.

Atualmente, trabalha como arrumadeira em um hotel da capital e destaca o ritmo de vida goiano como um dos aspectos que mais aprecia, além da culinária local, que considera um ponto de identificação com o país.

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