O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta vermelho para o Rio Grande do Sul em 27 de julho de 2026. A advertência, categorizada como de grande perigo, indica a possibilidade de chuvas superiores a 60 milímetros por hora ou volumes acumulados acima de 100 milímetros em 24 horas, elevando os riscos de enchentes, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra.
A validade do aviso se estende até as 23h59 de 28 de julho de 2026, abrangendo regiões como o Oeste, Centro, Costa Doce, a Região Metropolitana de Porto Alegre, Vales, a Serra e o litoral norte do estado gaúcho.
Alerta de grande perigo por chuva forte atinge várias partes do estado
Conforme o Inmet, a alta intensidade das precipitações pode ocorrer em diversas localidades gaúchas em um curto espaço de tempo, ampliando a chance de incidentes relacionados ao clima.
A notificação de maior gravidade direciona-se a áreas que já enfrentam condições adversas, com solo saturado e rios em níveis elevados, além dos danos causados por temporais recentes. Essa situação preexistente torna as novas chuvas um fator de risco ainda maior para enxurradas, inundações urbanas e movimentos de massa em encostas.
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O Inmet adota a classificação vermelha para sinalizar a previsão de fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional, que possuem um potencial elevado de causar prejuízos.
Defesa Civil alerta para temporais com granizo e ventos fortes
Além do aviso emitido pelo Inmet, o Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul também prevê um aumento das instabilidades climáticas entre 27 e 28 de julho de 2026.
De acordo com a agência estadual, há uma grande chance de ocorrência de tempestades severas, acompanhadas por queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 90 quilômetros por hora.
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Esse cenário é resultado da atuação de áreas de instabilidade e da formação de um ciclone extratropical, junto a uma frente fria, sistemas que contribuem para manter o tempo instável em grande parte do Rio Grande do Sul.
Milhares de pessoas foram impactadas pelas chuvas recentes
Um levantamento divulgado pela Defesa Civil do estado mostrou que 59.967 pessoas, em 218 municípios, já tinham sido impactadas pelos eventos meteorológicos que ocorreram no Rio Grande do Sul.
Os eventos climáticos causaram alagamentos, enxurradas, destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos a edificações públicas e moradias.
Os dados do governo estadual indicavam ainda 488 indivíduos desabrigados e 762 desalojados, totalizando 1.250 moradores que precisaram deixar suas casas. A maior parte da população acolhida em abrigos estava concentrada no Vale do Taquari.
Monitoramento dos rios é intensificado pelas autoridades
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A Defesa Civil mantém alertas sobre a elevação dos níveis dos rios dos Sinos, Uruguai e Jacuí. Municípios como São Leopoldo, Itaqui, Uruguaiana e Cachoeira do Sul estão entre os citados nas advertências.
Com a expectativa de novas precipitações volumosas, os cursos d’água podem voltar a subir, principalmente nas regiões onde as bacias hidrográficas já estão reagindo às chuvas que ocorreram anteriormente.
A recomendação para os moradores que residem próximo a rios, córregos, encostas e locais com histórico de alagamentos é acompanhar atentamente os comunicados emitidos pelas autoridades municipais e estaduais.
Recomendações de segurança para a população durante o período de alerta
O Inmet orienta que os habitantes das áreas afetadas sigam medidas de segurança essenciais enquanto perdurar o período de chuvas intensas:
- Desligar aparelhos elétricos e o painel de energia geral caso haja risco de inundação;
- Ficar atento a rachaduras ou mudanças na estrutura do solo e nas encostas;
- Buscar abrigo em um local seguro;
- Evitar atravessar áreas inundadas, seja a pé ou com veículos;
- Proteger documentos e objetos de valor em embalagens plásticas;
- Manter distância de árvores, postes e construções metálicas durante as rajadas de vento.
Para situações de emergência, a orientação é entrar em contato com a Defesa Civil pelo número 199 ou com o Corpo de Bombeiros pelo 193.




