Cerveja imune ao metanol? Entenda contaminação em fermentados e destilados

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Casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas registraram cinco mortes na Grande São Paulo desde junho de 2025. Os incidentes ligam-se principalmente a destilados como gim, uísque e vodca consumidos em bares e eventos. Autoridades de saúde investigam 22 suspeitas, com foco em adulterações ilegais.

O metanol, substância tóxica similar ao etanol, entra nas bebidas por adição deliberada para baratear produção. Em fermentados como cerveja e vinho, ocorre em traços naturais durante a fermentação.

Vigilância sanitária reforça inspeções em estabelecimentos. O Ministério da Saúde determinou notificação imediata de casos suspeitos em todo o país.

Processos de contaminação natural

Fermentação de frutas gera metanol em vinhos por quebra de pectina nas cascas. Quantidades ficam abaixo de limites seguros em produções reguladas.

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Cerveja – Foto: Random.graphy / Shutterstock.com

Cerveja produz níveis mínimos devido à matéria-prima como cevada. O processo evita concentrações tóxicas sem destilação.

Autoridades confirmam ausência de casos em fermentados no surto atual. Riscos surgem em artesanais sem controle.

Adulteração deliberada em destilados

Falsificadores adicionam metanol industrial para elevar teor alcoólico. Prática visa lucro em produções clandestinas de gim e vodca.

Destilação malfeita retém frações iniciais ricas em metanol. Em fábricas legais, essa parte é descartada.

Casos em São Paulo envolvem bares com bebidas sem procedência. Polícia Federal apura rede de distribuição interestadual.

  • Verifique selos de IPI em destilados.
  • Evite ofertas abaixo do preço de mercado.
  • Inspecione rótulos por erros de impressão.

Diferenças em fermentados e destilados

Bebidas fermentadas como vinho e cerveja têm metanol diluído pelo baixo teor alcoólico. Normas da Anvisa limitam a 40 mg por litro em vinhos.

Destilados concentram a substância durante evaporação e condensação. Níveis podem exceder 220 mg por litro em clandestinos.

Produções artesanais de cerveja demandam fiscalização. Nenhum registro de contaminação em fermentados no Brasil recente.

Riscos e identificação visual

Metanol causa visão turva e náusea horas após ingestão. Metabolismo gera ácidos que danificam órgãos.

Embalagens irregulares sinalizam adulteração em qualquer bebida. Tampas tortas ou ausência de CNPJ indicam problemas.

Testes caseiros não detectam a substância. Laboratórios usam análises químicas para confirmação.

Medidas de prevenção para bebidas

Prefira fontes confiáveis para vinhos e cervejas artesanais. Exija nota fiscal em compras.

Bares devem recusar destilados sem lacres intactos. Consumidores observam cor e cheiro padrão.

Em sintomas suspeitos, busque atendimento imediato. Disque-Intoxicação oferece orientação inicial.

Fiscalizações em curso no estado

Polícia Civil realizou operações contra falsificação em São Paulo. Apreensões incluem garrafas sem rótulos.

Ministério da Justiça investiga origem do metanol. Suspeita de desvio de importações para bebidas.

Vigilância monitora 15 casos em investigação nacional. Alertas visam evitar expansão para outros estados.

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