Lula sanciona com vetos novo marco legal do transporte coletivo

Redação
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Lula sanciona com vetos novo marco legal do transporte coletivo
Brasil

Sanciona marco que muda regras de financiamento e gestão do transporte público nas cidades brasileiras

Madu ToledoRepórter de Brasil14/06/2026 18:12, atualizado 14/06/2026 18:24

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Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
imagem colorida de lula assina medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou com vetos, neste domingo (14/6), a lei que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo. A medida cria parâmetros nacionais para a organização e a gestão do transporte coletivo, abrangendo aspectos como planejamento, regulação, financiamento e operação dos serviços.

A proposta altera prevê mecanismos para ampliar o financiamento do transporte coletivo urbano, hoje sustentado principalmente por estados, municípios e pelas tarifas pagas pelos usuários.

Segundo o governo, o novo marco regulatório do transporte público coletivo busca modernizar o sistema ao reduzir a dependência exclusiva da tarifa paga pelos usuários e incentivar novas formas de financiamento do transporte público.

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A legislação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).


  • Financiamento mais diversificado: o sistema deixa de depender principalmente da tarifa paga pelos passageiros e passa a contar com outras fontes, como recursos públicos, instrumentos urbanísticos e contrapartidas privadas.
  • Nova lógica de remuneração das empresas: operadoras podem ser pagas por critérios como quilômetro rodado e metas de desempenho, e não apenas pelo número de passageiros transportados.
  • Mais transparência na gestão: concessionárias passam a ser obrigadas a divulgar dados operacionais e financeiros, ampliando o controle público sobre custos e qualidade.
  • Padrões mínimos de qualidade: a lei estabelece exigências como pontualidade, segurança, acessibilidade, regularidade e integração entre modais de transporte.
  • Mudanças nos contratos: os modelos de concessão passam a exigir licitação formal e podem incluir metas de produtividade e eficiência, com regras mais rígidas de operação.
  • Incentivo à sustentabilidade: o marco estimula a transição para frotas menos poluentes e o uso de tecnologias mais limpas no transporte urbano.

A legislação estabelece ainda padrões mínimos de desempenho, como regularidade, pontualidade, acessibilidade, segurança e integração entre modais.

O texto ainda prevê mudanças nos modelos de contratação, com metas de eficiência e exigência de licitação formal, além de restringir instrumentos considerados precários para a prestação do serviço. Também incentiva a transição energética das frotas, com foco na redução de emissões de poluentes do ar e gases do efeito estufa.

Lula vetou trechos da proposta que estabeleciam obrigações de financiamento para a União, os estados e os municípios. Um dos principais vetos retirou a previsão de destinar parte da arrecadação de tributos sobre combustíveis para ações de mobilidade urbana.

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