Governo prepara linha de crédito para compra de moto por entregadores – O Globo

Redação
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Governo prepara linha de crédito para compra de moto por entregadores – O Globo

Medida se soma a pacote de bondades da gestão Lula em ano eleitoral


Entregadores de app em São Paulo
Entregadores de app em São Paulo — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

RESUMO

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GERADO EM: 03/06/2026 – 16:31

Governo Lula lança crédito subsidiado para motos de entregadores

O governo Lula planeja uma linha de crédito subsidiado para entregadores de aplicativos adquirirem motos, ampliando medidas de apoio em ano eleitoral. O financiamento requer seis meses de serviço em plataformas como iFood. Para mitigar riscos de inadimplência, o Fundo de Garantia de Operações pode ser utilizado. Estima-se um público de até 1,2 milhão de entregadores. A medida visa também motos elétricas e aguarda ajustes finais. O anúncio é esperado ainda este mês.

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma nova linha de crédito subsidiado para facilitar a compra de produtos em ano eleitoral.

Depois dos motoristas de aplicativos, o foco do Executivo será motociclistas entregadores, que devem ter acesso a uma linha de crédito em condições facilitadas para comprar ou substituir motos.

Segundo técnicos a par das discussões, para receber o financiamento será preciso que esses trabalhadores prestem serviço para uma plataforma, com iFood, por exemplo, por pelo menos seis meses.

Para reduzir os juros e diante do risco de inadimplência — decorrente do perfil desses trabalhadores, informais e com baixa remuneração — o governo estuda usar recursos de um fundo garantidor para cobrir eventuais calotes. O Fundo de Garantia de Operações (FGO) pode ser uma alternativa.

Também está em discussão a cobrança de um seguro. Os bancos alegam dificuldade de recuperar esse tipo de bem em caso de calote, diferentemente de carros.

A exigência de estar conveniado a uma plataforma tem por objetivo permitir o desconto da parcela do empréstimo na remuneração a ser creditada na conta bancária do trabalhador.

Técnicos estimam que há um público potencial entre 700 mil a 1,2 milhões de entregadores em todo o país. O valor médio da moto é de R$ 17,8 mil, bem abaixo do custo de um carro — o programa do governo chamado de Move Aplicativos financiou até R$ 150 mil.

A ideia é que os recursos também possam ser usados para a compra de motos elétricas, que custam entre R$ 8 mil e R$ 9 mil e não haverá exigência do fabricante ser uma empresa nacional.

A medida ainda depende de ajustes finais, mas o presidente Lula tem pressa e quer anunciar o financiamento ainda este mês, no rol de pacote de bondades no ano eleitoral.

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