A defesa de Daniel Vorcaro apresentou uma nova versão de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. A entrega ocorreu após reunião na última segunda-feira. Investigadores analisam o material e pediram mais tempo. Uma nova reunião prevista para esta quarta-feira foi cancelada.
O banqueiro dono do Banco Master está preso em Brasília. Ele busca um acordo de colaboração premiada no âmbito das investigações do caso Master.
Reunião com autoridades ocorreu na segunda-feira
Advogados de Daniel Vorcaro se reuniram com integrantes da PF e da PGR no dia 1º de junho. Eles entregaram o documento atualizado. No dia seguinte, o advogado incluiu um adendo ao material.
As autoridades ainda examinam o conteúdo. Por isso, cancelaram o encontro marcado para o dia 3. O processo segue em negociação conjunta entre os dois órgãos.
- A primeira versão foi rejeitada pela PF no mês passado
- Crítica principal apontava poucos avanços nas apurações
- Investigadores avaliavam que o material protegia pessoas próximas
- Novo documento tenta responder às demandas apresentadas
A PF já havia rejeitado a proposta inicial por considerar o conteúdo insuficiente. Agora, a análise continua de forma mais cautelosa.
Investigação do caso Master avança em múltiplas frentes
A Polícia Federal apreendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro. Perícia inicial indicou que o esquema vai além de fraudes financeiras. Há indícios de corrupção, organização criminosa e uso de milícia privada.
Vorcaro foi transferido para cela comum na Superintendência da PF em Brasília. Antes, ele ocupava espaço diferenciado na Penitenciária Federal. A mudança ocorreu em março, dias após o banqueiro manifestar interesse em delação.
Ele assinou termo de confidencialidade em março. Em maio, a defesa entregou anexos em pen drive. O material inicial não convenceu os investigadores.
Negociação inclui devolução de R$ 60 bilhões
As conversas giram em torno da devolução de recursos. Daniel Vorcaro aceitou elevar o valor de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões. A proposta busca comprovar atos de autoridades citadas.
A PGR mantém as tratativas mesmo após a rejeição inicial pela PF. A defesa avalia que há chances de evolução com a Procuradoria. O foco permanece técnico, sem alvos pré-definidos.
Investigadores cobram mais detalhes e elementos de corroboração. O acordo ainda não está fechado. Novas informações podem ser solicitadas nas próximas etapas.
Transferência de presídio seguiu sinalização de colaboração
Vorcaro deixou a Penitenciária Federal de Brasília no dia 19 de março. Um dia antes, o advogado procurou a PF para tratar do interesse em delação. A transferência para a Superintendência seguiu regras internas do órgão.
Na nova condição, ele recebe visitas de advogados conforme protocolo. A cela tem cerca de 6 m². O banqueiro permanece à disposição das autoridades para eventuais depoimentos.
Análise atual pode definir próximos passos do acordo
Investigadores pediram prazo maior para avaliar a nova versão. O adendo entregue na terça-feira amplia o material anterior. A expectativa é que respostas cheguem nas próximas semanas.
O caso Master investiga fraudes no mercado financeiro. A colaboração de Vorcaro pode trazer elementos sobre relações com autoridades. Tudo depende da qualidade das informações apresentadas agora.


