Lula pode cumprir agenda em Goiás na próxima terça (2/6)

Redação
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Lula pode cumprir agenda em Goiás na próxima terça (2/6)

Presidente estuda participação em inaugurações nas cidades de Catalão e Rio Verde. Visita pode impactar cenário pensado para 2026

Imagem mostra presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente pode visitar região Sudoeste em meio a articulações para definição de candidatura em Goiás (Foto: Marcelo Camargo/ABR)

Felipe Cardoso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode desembarcar em Goiás na próxima terça-feira (2/6). A visita ainda não está confirmada, mas já consta em “pré-agenda” do Palácio do Planalto, que passa por análise da equipe presidencial. Lula deve participar de inaugurações no Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão, além do Hospital Universitário de Rio Verde.

Apesar do caráter administrativo das pautas, integrantes do PT em Goiás estimam que uma passagem do presidente pela região Sudoeste do estado poderia impactar as articulações voltadas às eleições de 2026. Rio Verde, vale lembrar, é a região do agropecuarista Flávio Faedo, produtor rural ligado ao PT que passou a ser ventilado nos últimos dias como a possível aposta da sigla para a disputa ao governo de Goiás.

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PT no agro?

Inicialmente resistente à ideia de concorrer nas eleições deste ano, Faedo passou a demonstrar maior entusiasmo após receber manifestações de apoio em conversas que teve com empresários e lideranças ligadas ao agronegócio local nos últimos dias. À imprensa, o produtor chegou a afirmar que ouviu de colegas do agro que estariam dispostos a votar no PT pela primeira vez caso ele aceite entrar na disputa.

Segundo Faedo, a possibilidade de candidatura, que antes considerava em torno de 30%, agora já teria chegado a 50%.

Apesar da animação recente, a entrada definitiva do produtor rural na corrida eleitoral ainda é tratada como incerta. Muitos até desacreditam. Nos bastidores, aliados admitem que Faedo segue dividido entre o desejo de disputar e o receio de mergulhar de vez no processo eleitoral. Além disso, algumas lideranças do próprio PT demonstram, inclusive, resistência ao nome do agropecuarista que ficou de dar uma resposta sobre o assunto nesta sexta-feira (29/6) .

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Enquanto alguns acreditam que a vinda de Lula contribuir com a decisão de Faedo, outros veem defendem que o partido acelere a definição da chapa antes de uma eventual visita de Lula ao estado. A avaliação é de que a presença do presidente poderia servir como ponto de partida para consolidar os nomes que disputarão o governo, a vice-governadoria e o Senado.

Dedos cruzados

A deputada federal Adriana Accorsi (PT) acompanha de perto essa movimentação. Embora tenha demonstrado preferência pela disputa da reeleição à Câmara dos Deputados, o nome da parlamentar é o mais competitivo do PT para a corrida ao Palácio das Esmeraldas, e isso tem pesado nas conversas internas.

Enquanto outros nomes testados pelo partido aparecem com índices baixos nas pesquisas de intenção de voto, Adriana já alcança, em alguns levantamentos, percentuais de dois dígitos. Parte dos aliados avalia que ela age corretamente ao priorizar uma reeleição considerada mais segura. Outro grupo, porém, entende que a deputada deveria aceitar o desafio diante da dificuldade da sigla em construir um novo nome competitivo a tempo da eleição.

Nos bastidores, a leitura é de que uma eventual desistência de Flávio Faedo poderia aumentar a pressão da direção nacional para que Adriana assuma encare a candidatura ao governo. Por isso, aliados afirmam que a parlamentar tem atuado não apenas para estimular Faedo, mas também para mobilizar lideranças partidárias, movimentos sociais e setores da esquerda em torno do nome dele.

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