Os dois pacientes analisados no novo estudo morreram após apresentarem sintomas graves. Foram registrados febre alta, sangramentos, insuficiência renal, comprometimento neurológico e falência de múltiplos órgãos. “Não sabemos se realmente não há casos mais leves, como na febre amarela, que possui desde o caso grave até os que não têm sintoma nenhum”, diz Ana S. Levin, do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP, ao jornal da USP.

Um dos casos envolveu um homem de 52 anos de Sorocaba que costumava fazer trilhas em áreas de mata. O outro paciente era um trabalhador rural de 63 anos de Assis.
Mutações dificultaram diagnóstico
Testes laboratoriais utilizados até então eram baseados em uma cepa identificada em 1990, na cidade de Cotia. Com o passar das décadas, segundo os pesquisadores, o vírus sofreu alterações genéticas importantes.
A cepa de referência do vírus Sabiá data de 1990, de um caso em Cotia. O método diagnóstico foi desenvolvido com base naquele genoma. Como mais de 30 anos se passaram, era muito provável que o vírus tivesse sofrido mutações Ingra Morales Claro, pesquisadora, em nota da Fapesp


