Arsenal e artefatos de alto poder destrutivo foram encontrados em esconderijo na capital; polícia investiga outros envolvidos
Suspeito usava tornozeleira eletrônica e guardava armas longas e dinamite (Foto: reprodução)
Um assaltante de banco, considerado de altíssima periculosidade, morreu em um confronto com a Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Trindade, nesta sexta-feira (22), no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia. Segundo a Polícia Militar, o criminoso, que integrava uma facção criminosa e era monitorado por tornozeleira eletrônica, estava na fase final de preparação para explodir agências bancárias em Goiás. Com ele, os policiais apreenderam armas de fogo — incluindo uma arma longa — e uma carga de explosivos que precisou ser detonada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope).
A troca de tiros começou durante uma tentativa de abordagem da equipe. Ao notar a aproximação das viaturas da CPE, o suspeito, que possuía uma extensa ficha criminal por ataques a instituições financeiras, reagiu e abriu fogo contra os policiais. No revide, ele foi atingido e o socorro médico chegou a ser acionado, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Logo após o confronto, os policiais iniciaram a varredura na residência utilizada como base pelo criminoso e encontraram o material que confirmou o plano iminente de novos ataques. Além do armamento pesado, o local funcionava como um depósito de artefatos de alto poder destrutivo, com bananas de dinamite e fios detonadores prontos para serem usados em ações contra caixas eletrônicos no estado.
Devido à grande quantidade de material instável e ao risco iminente de uma tragédia no bairro residencial, o perímetro no Conjunto Vera Cruz foi totalmente isolado pela Polícia Militar. Especialistas em explosivos do Bope foram acionados com urgência para realizar a remoção técnica, o manuseio seguro e a detonação controlada dos artefatos.
Até o momento, as equipes policiais permanecem mobilizadas na região para concluir a perícia e investigar se outros integrantes da mesma facção criminosa davam suporte logístico ao assaltante na capital ou no interior do estado.
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