PT mantém pressão por candidatura de Adriana Accorsi ao governo, mas ela resiste 

Redação
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PT mantém pressão por candidatura de Adriana Accorsi ao governo, mas ela resiste 

COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT

Direção nacional do partido cobra palanque forte para Lula em Goiás, enquanto deputada reafirma preferência pela reeleição à Câmara Federal

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Adriana: pressão interna pela definição da candidatura ao governo de Goiás (fofo divulgação)

João Bosco Bittencourt

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) definiu prazo até a próxima quarta-feira (20/5) para apresentar à direção nacional o nome que disputará o governo de Goiás em 2026. A informação foi confirmada pela presidente regional da sigla, deputada federal Adriana Accorsi, durante reunião do diretório realizada na manhã deste sábado (16), em Goiânia.

O encontro tinha como pauta principal a formação das chapas de pré-candidatos a deputado federal e estadual, mas a discussão sobre a disputa ao Palácio das Esmeraldas ganhou espaço diante da indefinição sobre o palanque goiano para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A cobrança por uma candidatura competitiva foi reforçada pela integrante da direção nacional do PT e do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), Mônica Valente, que participou presencialmente da reunião. Em entrevista ao jornal O Popular, ela defendeu que Goiás tenha um “palanque forte” para sustentar o projeto nacional de reeleição de Lula.

Mônica voltou a defender o nome de Adriana Accorsi como principal alternativa do partido para a disputa estadual, mas negou que exista imposição da direção nacional. 

Segundo ela, a estratégia eleitoral do PT será definida a partir de um cenário nacional, e não apenas regional.

Ao comentar a possibilidade de o partido abrir mão da candidatura de Adriana e optar por outro nome em Goiás, a dirigente afirmou que o projeto nacional prevalece sobre interesses individuais. Como exemplo, citou o caso do ex-ministro Fernando Haddad, que, segundo ela, foi convencido pelo presidente Lula a disputar o governo de São Paulo em eleições anteriores.

“Isso significa dizer que a estratégia nacional é prioritária em relação às estratégias estaduais. Não só em Goiás, mas em qualquer estado”, afirmou.

Apesar da pressão da executiva nacional, Adriana Accorsi voltou a demonstrar resistência à candidatura ao governo. A deputada afirmou que a preferência pessoal é disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados e informou que o lançamento da pré-candidatura está previsto para 2 de junho.

“Não tem nada descartado, mas estamos trabalhando para outro nome”, disse.

Segundo Adriana, o partido trabalha atualmente com outros dois nomes para apresentar à direção nacional: o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno e o empresário Flávio Faedo, ligado ao agronegócio em Rio Verde. Flávio negou ao Popular a possibilidade de ser candidato.

A definição sobre a candidatura própria do PT ao governo de Goiás deve ocorrer nos próximos dias, em meio à pressão da executiva nacional para fortalecer a presença da legenda no estado durante a campanha presidencial de 2026.

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