Rio: milicianos são presos por matar casal que organizava chá de bebê

Redação
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Rio: milicianos são presos por matar casal que organizava chá de bebê

Quatro milicianos envolvidos na execução a tiros de um homem e a esposa grávida na comunidade do Terreirão, zona sudoeste do Rio, foram presos nessa quarta-feira (6/5). Na data do crime, o casal organizava um chá de bebê e estava no local para buscar uma encomenda relacionada à comemoração. Um adolescente também foi apreendido.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), o crime ocorreu em 29 de abril, quando Ygor Dante Santos Cordeiro e Ariane Anselmo Cortes, grávida de seis meses, visitaram um endereço da Comunidade do Terreirão para resgatar itens preparativos para o chá de bebê.

Durante a visita no local, após buscar a encomenda relacionada ao chá de bebê, o casal foi atacado a tiros. Ygor morreu ainda no local, após ser atingido por diversos disparos, e Ariane chegou a ser socorrida e encaminhada a um hospital próximo, mas não resistiu.

Conforme a investigação, durante a ofensiva dos criminosos, Ariane foi baleada na barriga e o bebê também faleceu.

A apuração da PCERJ aponta que os integrantes da milícia armada do Terreirão confundiram o casal com elementos de um “grupo paramilitar”, uma organização criminosa rival, também com milicianos, que opera fora da estrutura militar formal e estaria no local naquela data.

Como ocorreu a prisão?

Após o cruzamento de dados e monitoramento do carro que foi usado na execução, agentes localizaram o veículo circulando em uma área do grupo paramilitar. Durante a abordagem, duas armas de fogo carregadas, munições de diversos calibres e celulares foram apreendidos.

“Durante a análise do veículo, os policiais constataram que o automóvel era roubado e circulava com sinais identificadores adulterados e placa clonada, evidenciando o nível de organização da quadrilha”.

As investigações apontaram que a quadrilha atua em áreas dominadas pela milícia nas regiões de Curicica, Terreirão, Colônia e Rio das Pedras. Dois integranres do grupo confessaram que atuam na ilícia e admitiram exercer a função “recolhe”.

Os envolvidos irão responder em flagrante pelos crimes de constituição de milícia privada, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menor.

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