Defesa do suspeito nega o descumprimento da medida e nega que operava o drone. Herança em disputa é de R$ 60 milhões
Idosa diz que foi espionada por drone em meio à disputa por herança; filho foi preso (Foto: Reprodução)
Envolvida em uma disputa por herança de R$ 60 milhões, a família da prefeita de Iporá, Maysa Cunha, viu o empresário Maurício Peres da Cunha, irmão de Maysa, ser preso na última segunda-feira (4) por descumprir medidas protetivas que o proibiam de se aproximar da mãe deles, Doralice Francisca Peres da Cunha, de 76 anos. Horas depois, em nota enviada ao Mais Goiás, os advogados de Doralice disseram que ela foi espionada em vários momentos na fazenda onde mora.
Ela notificou a Polícia Civil no dia 4 de maio, ao notar que o drone sobrevoava o perímetro em que ela e um funcionário da propriedade cuidavam do gado. A partir dessa notificação, relata a defesa de Doralice, a polícia localizou Maurício Peres da Cunha juntamente com um terceiro, identificado como Cleiton, ambos estavam com o drone “supostamente utilizado para captação de imagens nas imediações da propriedade de Doralice”.
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“Ressalta-se que Doralice não tinha condições de afirmar previamente quem operava o drone. O que fez foi comunicar às autoridades um fato concreto, reiterado e preocupante, cabendo à Polícia Civil, como de fato ocorreu, verificar a situação e adotar as providências legais cabíveis”, pondera a nota.

“A prisão noticiada ocorreu, portanto, não por vontade pessoal da vítima, nem por desejo de exposição familiar, mas em razão dos elementos que indicaram o descumprimento de uma ordem judicial vigente”, complementa o texto.
A defesa de Doralice nega que ela tenha intenção de vender o gado. “Na realidade, Doralice, mesmo com 76 anos, na condição de inventariante, trabalhava, naquele momento, nos cuidados do rebanho bovino da propriedade”.
O que diz a defesa de Maurício
A defesa contesta a versão e sustenta que não houve descumprimento da ordem judicial. Segundo os advogados, o episódio está ligado a um conflito pela divisão de uma herança estimada em cerca de R$ 60 milhões. Eles afirmam que Maurício estava a uma distância superior a 1,5 km do curral e utilizou o drone exclusivamente para acompanhar a situação do patrimônio, sem intenção de vigiar familiares.
Os advogados também alegam que o empresário agiu dentro de seu direito como herdeiro e classificam a prisão como indevida. Além disso, afirmaram por meio de nota que a inventariante, Doralice, e a prefeita Maysa Cunha teriam autorizado a venda de animais pertencentes ao espólio sem autorização judicial. Essas acusações, contudo, fazem parte apenas da versão da defesa e não constam como parte da investigação policial.


