Polícia conclui que advogada morreu por AVC associado a afogamento na Zona Sul do Rio

Redação
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Polícia conclui que advogada morreu por AVC associado a afogamento na Zona Sul do Rio

A advogada Tamyris Teixeira Santos, de 36 anos, morreu após entrar no mar na Praia do Leblon. O corpo dela apareceu dois dias depois na Praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A polícia descartou crime. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou acidente vascular cerebral associado a asfixia mecânica por afogamento.

O caso começou no fim da tarde de sábado, 18 de abril. Tamyris estava com amigos em um quiosque na altura do posto 11. Ela deixou pertences na areia e entrou na água. Ninguém a viu voltar.

Laudo confirma AVC e afogamento

O exame de necropsia registrou AVC. A asfixia por afogamento contribuiu para o óbito. Grãos de areia foram achados nos pulmões. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros analisou perícia e depoimentos. Concluiu que não houve ação criminosa.

  • O Corpo de Bombeiros localizou o corpo por volta das 14h15 de terça-feira, dia 21.
  • Familiares confirmaram a identidade na quarta-feira, dia 22.
  • O mar estava calmo e sem registros de salvamento na região.
  • Testemunhas disseram que Tamyris sabia nadar.
  • Pertences incluíam bolsa, celular e roupas.

A mãe dela relatou que a filha era boa nadadora. Questionou como o acidente aconteceu em uma praia cheia de gente.

advogada Tamyris Teixeira Santos
advogada Tamyris Teixeira Santos – Reprodução/Rede Sociais

Relatos de testemunhas na orla

Tamyris foi vista na areia em frente ao quiosque. O grupo contava com o ex-namorado e mais pessoas. Houve consumo de bebida alcoólica na tarde. Surgiu menção a um possível desentendimento antes do mergulho. Nada disso virou prova oficial.

Os objetos ficaram para trás. Funcionários recolheram tudo ao fim do dia. Entregaram à família na terça-feira. O grupo saiu do local sem notar a ausência dela de imediato.

Testemunhas viram o ex-namorado deixar a praia aparentando embriaguez. Não ficou claro o momento exato em que perceberam que Tamyris não retornou.

Câmeras e condições do mar

Imagens do quiosque mais próximo não ajudaram muito. O equipamento grava o interior do estabelecimento. Captou apenas parte da presença dela na areia. Não registrou o instante em que Tamyris se afastou.

O Corpo de Bombeiros informou que o mar apresentava condições favoráveis naquele sábado. A praia estava lotada. Não houve chamado para resgate na área.

Investigação da Polícia Civil

A 23ª DP, no Leblon, abriu ocorrência. Diligências incluíram análise de câmeras e depoimentos. A perícia do IML trouxe elementos decisivos. A conclusão foi de morte acidental por causas naturais associadas ao afogamento.

Tamyris morava no Méier, na Zona Norte. Trabalhava como advogada. A família aguarda eventuais exames complementares. Até agora, as informações apontam para um acidente.

O episódio gerou comentários entre frequentadores da orla. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros acompanhou o caso até o laudo final. Nenhuma hipótese criminal se sustentou.

Resgate e reconhecimento familiar

O grupamento marítimo de Botafogo atuou após alerta. O corpo foi visto próximo ao mirante. Remoção ocorreu sem problemas. O material seguiu para o IML.

O reconhecimento aconteceu na quarta-feira. Parentes usaram características físicas e outros dados. O sepultamento foi marcado para esta quinta-feira, dia 23, no Cemitério São Francisco Xavier.

A polícia mantém o registro aberto para novos elementos. No momento, tudo converge para acidente. Não há atualizações adicionais.

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