Multa de até R$ 29 mil e CNH suspensa por 10 anos: entenda projeto que endurece punições da Lei Seca – O GLOBO

Redação
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Multa de até R$ 29 mil e CNH suspensa por 10 anos: entenda projeto que endurece punições da Lei Seca – O GLOBO

Proposta em análise na Câmara prevê sanções mais severas em casos de acidentes com morte ou invalidez permanente


Multa de até R$ 29 mil e CNH suspensa por 10 anos: entenda projeto que endurece punições da Lei Seca
Multa de até R$ 29 mil e CNH suspensa por 10 anos: entenda projeto que endurece punições da Lei Seca — Foto: Divulgação/Magno Segllia

RESUMO

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GERADO EM: 23/04/2026 – 09:56

Projeto de Lei Propõe Endurecimento das Punições da Lei Seca

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe endurecer as punições da Lei Seca para motoristas embriagados envolvidos em acidentes graves. A proposta sugere multas que podem chegar a R$ 29 mil e suspensão da CNH por até 10 anos em casos de morte. Também prevê que o motorista cubra despesas médicas e indenizações. O projeto, de autoria do ex-deputado Gilvan Máximo, aguarda parecer na Comissão de Viação e Transportes.

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Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe endurecer as punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool, especialmente em casos com consequências graves, como morte ou invalidez permanente.

O Projeto de Lei 3.574/2024 estabelece que, em acidentes com morte, o motorista seja punido com multa multiplicada por 100 vezes e suspensão do direito de dirigir por 10 anos. Com base no valor atual de infração gravíssima (R$ 293,47), a multa pode chegar a R$ 29.347.

Nos casos de acidentes com invalidez permanente, a proposta prevê multa multiplicada por 50 vezes e suspensão da CNH por cinco anos.

Além das penalidades administrativas, o texto determina que o motorista arque com todas as despesas médicas da vítima e pague indenização de até 10 vezes o valor da multa por infração gravíssima. Em caso de morte, essa indenização pode chegar a R$ 14.673,50.

Tramitação e justificativa

De autoria do ex-deputado Gilvan Máximo, o projeto ainda está em tramitação e aguarda parecer do relator Marcos Tavares na Comissão de Viação e Transportes. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado na Câmara, no Senado e sancionado pelo presidente.

Na justificativa, o texto oficial afirma que “o número de mortes nas ruas e rodovias no Brasil supera aqueles registrados nos recentes conflitos armados e pandemias. E a impressão que se tem é a de que isso não causa qualquer espanto aos governantes e à população em geral”.

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