Durante uma palestra na Universidade de Brasília (UnB), em celebração aos 64 anos da instituição, nesta quarta-feira (22/4), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia fez um discurso em defesa da democracia – que, segundo ela, não pode ser “amordaçada”. Veja:
A magistrada relembrou o período da ditadura brasileira (1964-1985) e disse que a população deve se manter atenta para impedir que novos regimes repressores ressurjam.
“Fomos amordaçados. Em grande período da vida, fomos impossibilitados de dizer o que queríamos, de fazer o que queríamos, e principalmente, de viver segundo a gente pensava. Essas experiências fazem que seja diferente para quem não passou por um período de mordaça, o que a minha geração passou”, ressaltou.
“Portanto, para nós, a democracia é gênero de primeira necessidade, na cesta básica de direitos fundamentais e das liberdades. Não é possível, não é bom, não é agradável viver sem liberdade”, acrescentou.
A palestra integra a campanha institucional da UnB Democracia todos os dias: aprender, praticar, viver, que promove uma série de reflexões sobre o papel da democracia na sociedade.
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Ministra do STF Cármen Lúcia
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

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Magistrada ressaltou a importância da democracia
Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

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Ministra participou de palestra na UnB
STF
“A vida, como a democracia, se faz todo dia. E não é fácil. Não é aperfeiçoada. A vida é frágil, a democracia é frágil. Elas são ótimas e necessárias. Se a gente não lutar todos os dias pela vida, ela se perde. Perde-se de maneira física, factual ou se perde por o que ela podia não ter sido e não foi. Assim é a democracia”, declarou a ministra.
Cármen Lúcia presidiu o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre 2016 e 2018. Também foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além de exercer a carreira jurídica, a magistrada é professora titular de direito constitucional na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).
A palestra também marca as celebrações pelos 64 anos da Universidade de Brasília, comemorados em 21 de abril, reforçando a trajetória da instituição em defesa da democracia.


