Pesquisa Datafolha divulgada no sábado (18/4) mostra que dois em cada três brasileiros dizem ter dívidas financeiras, como empréstimos, o que corresponde a 67% dos entrevistados.
Levantamento aponta que 21% dos brasileiros estão com dívidas em atraso, o equivalente a cerca de um em cada cinco cidadãos. Entre aqueles que recorreram a empréstimos com amigos ou familiares, a proporção de inadimplentes é ainda maior: 41% afirmam não ter quitado os valores devidos.
Entre os tipos de dívida, o cartão de crédito parcelado aparece como o mais citado, mencionado por 29% dos entrevistados nessa condição. Em seguida, surgem os empréstimos bancários, com 26%, e os carnês de lojas, apontados por 25%.
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A pesquisa também indica que 27% dos participantes utilizam o crédito rotativo do cartão de crédito em alguma frequência. Esse mecanismo é acionado quando o consumidor paga apenas o valor mínimo da fatura, deixando o restante para ser quitado com incidência de juros.
O crédito rotativo do cartão é considerado a modalidade mais onerosa do mercado, com taxa média de juros de 14,9% ao mês, conforme dados do Banco Central do Brasil. Apesar do custo elevado, a cobrança anual está limitada a 100%.
Desde 2024, passou a vigorar uma regra que estabelece um teto para esse tipo de endividamento: o valor total da dívida no cartão de crédito não pode ultrapassar o dobro do montante первоначально devido.
Dentro desse grupo, 5% afirmam recorrer ao rotativo com frequência elevada, enquanto 22% dizem utilizá-lo ocasionalmente ou raramente.
O Datafolha entrevistou 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 117 municípios do Brasil nos dias 8 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo, dentro do nível de confiança de 95%.
A pesquisa também investigou a percepção dos entrevistados sobre hábitos financeiros. De acordo com o levantamento, 68% concordam que ofertas de crédito feitas por celular ou pela internet contribuem significativamente para o endividamento por impulso.
Além disso, mais da metade dos participantes (51%) declarou concordar plenamente com a afirmação de que é difícil manter as contas em dia sem recorrer ao uso do cartão de crédito.


