O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a Organização das Nações Unidas (ONU) neste sábado (18/4). Em discurso na 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha, o brasileiro pediu que as principais potências atuem na contenção de conflitos globais e interrompam a escalada de guerras.
“Eu queria dizer ao presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump, ao presidente [da China] Xi Jiping, ao presidente [da Rússia, Vladimir] Putin, ao presidente [da França, Emannuel] Macron e ao primeiro-ministro da Inglaterra, Keir Starmer, que são os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, pelo amor de Deus cumpram com suas obrigações de garantir a paz no mundo, convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra porque o mundo não comporta mais”
O presidente elevou o tom ao criticar o funcionamento do Conselho de Segurança, afirmando que o órgão, criado após a Segunda Guerra Mundial para preservar a paz, transformou-se em um grupo de países que travam decisões estratégicas.
“A ONU foi criada com cinco membros permanentes para cuidar da paz, mas se transformaram em cinco senhores de guerra”, declarou. Segundo ele, o mecanismo de veto impede avanços: “Quando um aprova uma coisa, o outro veta”.
Lula também disse que o mundo vive hoje o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e criticou intervenções militares recentes. Citou como exemplos a invasão do Iraque, que, segundo ele, foi baseada em informações falsas sobre armas químicas, e a ação na Líbia.
O presidente ainda mencionou os conflitos no Oriente Médio, incluindo a guerra em Gaza, bombardeios no Líbano e tensões envolvendo o Irã, questionando as justificativas para as ações militares.
No discurso, Lula rejeitou a possibilidade de uma nova Guerra Fria, especialmente diante da disputa entre Estados Unidos e China.
“Nós não queremos mais Guerra Fria com ninguém. Queremos liberdade, livre comércio e não queremos protecionismo”, afirmou.
Ele também resgatou a tentativa de acordo nuclear com o Irã, em 2010, articulada por Brasil e Índia, e criticou a rejeição da proposta por parte de Estados Unidos e União Europeia. Segundo Lula, o entendimento evitaria o avanço do programa nuclear iraniano.
“Nós precisamos acabar com essa história de contar mentiras sobre as pessoas para depois destruir as pessoas”, disse ao afirmar o Irã não iria construir uma bomba atômica, conforme informado pelos EUA.

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Lula posa para foto ao lado do presidente da Espanha, Pedro Sánchez, e da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva
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Lula encontra o presidente da Espanha, Pedro Sánchez
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Fórum em Defesa da Democracia
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Lula participa do Fórum Democracia em Barcelona
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