Quem é Douglas Ruas, eleito presidente da Alerj

Redação
By
2 Min Read
Quem é Douglas Ruas, eleito presidente da Alerj

O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito e empossado novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta sexta-feira (17/4). Aos 37 anos, ele também é pré-candidato ao governo pelo partido de Jair Bolsonaro.

Único inscrito na disputa, ele recebeu 44 votos. Apenas um deputado registrou abstenção e não houve votos contrários.

Douglas é deputado estadual de 1º mandato. É bacharel em Direito, pós-graduado em Gestão Pública e servidor concursado da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Leia também

O político é filho do prefeito de São Gonçalo (RJ) Capitão Nelson e chefiou Instituto Estadual do Ambienteo (Inea) e a Secretária de Cidades na gestão Cláudio Castro (PL).

Além disso, Douglas atuou como superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente entre 2019 e 2020. Em 2022, foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro.

Votação

Douglas Ruas (PL) assume o cargo após a cassação de Rodrigo Bacellar, que ocupava a presidência e está preso sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Ex-secretário do governo Cláudio Castro (PL), Ruas também é pré-candidato ao Palácio Guanabara nas eleições de outubro.

Douglas Ruas já havia sido eleito para o comando da Alerj em março, mas a votação foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Após a formalização da Justiça Eleitoral sobre o substituto de Bacellar, a Assembleia decidiu convocar uma nova eleição.

A realização do pleito, porém, dividiu os deputados. Um bloco de partidos aliado ao ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) defendia adiar a escolha até o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir o julgamento sobre a sucessão de Castro, que renunciou em março e abriu uma crise sucessória no estado.

Esse grupo chegou a articular uma candidatura alternativa, mas desistiu na quinta (16/4), após reunião entre dirigentes partidários. A principal aposta era tentar impor uma votação secreta — modelo sem identificação dos votos —, no qual esperavam atrair dissidências e derrotar o candidato apoiado do grupo governista.

TAGGED:
Compartilhe