Empresário investigado por atos de 8 de janeiro é preso pelo ICE nos Estados Unidos

Redação
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Empresário investigado por atos de 8 de janeiro é preso pelo ICE nos Estados Unidos

Esdras Jônatas dos Santos está sob custódia na Flórida. Prisão não implica deportação imediata e caso segue sob análise da Justiça americana

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Empresário investigado por atos de 8 de janeiro é preso pelo ICE nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

O empresário Esdras Jônatas dos Santos foi preso nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (U.S. Immigration and Customs Enforcement), conhecido como ICE. Segundo informações do governo norte-americano, ele está detido no Centro de Detenção do Condado de Glades, em Moore Haven, no estado da Flórida.

A prisão ocorreu no contexto de um processo migratório, enquanto o brasileiro também é alvo de investigação no Brasil por envolvimento nos atos que culminaram no ataque às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

No Brasil, Esdras tem mandado de prisão em aberto e é investigado por participação e liderança em manifestações consideradas golpistas após as eleições de 2022, que tiveram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele chegou a ganhar projeção política ao participar de acampamentos em frente a quartéis do Exército em Minas Gerais, onde grupos pediam intervenção militar e contestavam o resultado das urnas.

Em maio de 2025, Esdras reapareceu nas redes sociais chorando ao pedir socorro a Eduardo Bolsonaro ao afirmar que estava sendo perseguido nos Estados Unidos. “Eu estou sendo perseguido dentro dos EUA… Eu peço socorro, em nome de Jesus”.

O caso passou a ser acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Alexandre de Moraes determinou medidas como o cancelamento do passaporte do empresário e o bloqueio de suas contas bancárias ainda no início das investigações.

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Apesar da prisão nos Estados Unidos, a detenção pelo ICE não significa deportação imediata. Nesses casos, o preso passa a responder a um processo migratório no país, que pode resultar em libertação, permanência sob custódia ou deportação, dependendo da decisão da Justiça de imigração norte-americana e da situação legal do investigado.

O empresário afirma estar nos Estados Unidos desde os acontecimentos de janeiro de 2023. As autoridades americanas ainda não detalharam os próximos passos do processo.

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