Irã não pode abrir Hormuz porque não sabe onde pôs explosivos, diz jornal – UOL Notícias

Redação
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Irã mantém apenas um corredor limitado para navegação. Navios que utilizam a rota precisam seguir diretrizes específicas e, em alguns casos, pagar pedágios. A Guarda Revolucionária iraniana emitiu alertas sobre o risco de colisões e divulgou mapas com rotas consideradas seguras, embora essas opções sejam restritas.

Limitação tem impacto direto no fluxo de navios. Antes da escalada militar, cerca de 130 a 150 embarcações atravessavam o estreito diariamente. Atualmente, esse número caiu para aproximadamente 15, segundo estimativas do setor marítimo internacional. O Estreito de Hormuz é uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A redução drástica afeta o transporte global de petróleo e mantém os preços do setor energético sob pressão.

Tema se tornou central nas negociações diplomáticas que acontecem hoje. Representantes do Irã e dos Estados Unidos participam de reuniões no Paquistão, lideradas pelo vice-presidente norte-americano, J.D. Vance. O governo Donald Trump condiciona avanços a uma reabertura completa, imediata e segura do estreito.

Chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reconheceu “limitações técnicas” para ampliar o tráfego. Segundo autoridades norte-americanas, a declaração é uma referência direta à incapacidade do país de localizar e remover rapidamente as minas.

Mesmo após ataques contra ativos navais iranianos, os EUA não conseguiram eliminar completamente a capacidade operacional do país. O Irã ainda possui centenas de pequenas embarcações que podem ser usadas tanto para lançar novas minas quanto para intimidar navios comerciais, conforme a reportagem do The New York Times.

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