Vídeos do circuito de segurança em Anápolis foram fundamentais para desconstruir a alegação de legítima defesa
Suspeito alegou ameaças, mas teve prisão decretada após investigações da Polícia Civil (Foto reprodução)
Após pouco mais de um ano de buscas, a Polícia Civil localizou em Goiânia o homem suspeito de executar a tiros uma empresária de 41 anos, em 2023, em um posto de combustíveis de Anápolis. A prisão preventiva do investigado foi decretada no final de 2024, após o autor chegar a se apresentar e ser liberado na época do crime.
Segundo a corporação, a motivação do assassinato foi uma dívida de R$ 40 mil que a vítima, Rosineide Lucas dos Santos, havia emprestado ao suspeito. Imagens do circuito de segurança registraram o momento em que ela tentou bloquear a saída do veículo do devedor antes de ser atingida pelos disparos.
A dinâmica do crime, registrada por câmeras de monitoramento da Avenida São Francisco, revela que a mulher teria marcado um encontro com o investigado para cobrar o valor pendente. No local, houve um impasse: diante da negativa de pagamento, a credora utilizou sua caminhonete para obstruir a passagem do carro do suspeito. Ao descer do veículo para confrontá-lo, ela foi atingida por disparos à queima-roupa no pescoço e na cabeça, morrendo antes da chegada do socorro médico.
Durante a fase inicial do inquérito, o suspeito chegou a se apresentar espontaneamente à delegacia. Na ocasião, ele admitiu a autoria dos disparos, mas alegou que agiu em legítima defesa. Segundo sua versão, a vítima trabalhava com agiotagem e vinha proferindo ameaças constantes contra ele e sua família devido ao empréstimo não quitado. O homem afirmou ainda que adquiriu a arma de fogo exclusivamente para proteção pessoal, temendo represálias da mulher.

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Da liberdade à clandestinidade
Por ter se apresentado voluntariamente e possuir residência fixa, o investigado respondeu parte do processo em liberdade. No entanto, o avanço das perícias e dos depoimentos levou a Polícia Civil a solicitar a prisão preventiva, acatada pelo Judiciário em 2024. Ao tomar conhecimento do mandado, o homem fugiu de Anápolis, dando início a um período de monitoramento pela inteligência policial que terminou com sua localização em um endereço na capital goiana.
O detido agora permanece à disposição do Poder Judiciário e deve enfrentar o Tribunal do Júri. A defesa não se manifestou sobre a prisão até o fechamento desta edição.
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