A tetracampeã Itália estará fora da Copa do Mundo novamente. Pelo terceiro ciclo consecutivo, a Azzurra não vai disputar a principal competição de futebol. O vexame causa também um prejuízo gigantesco: quase 30 milhões de euros, equivalente a 180 milhões de reais, de acordo com estimativas da Federação Italiana de Futebol (FIGC).
Os números são explicados pela (ausência da) premiação por participar da Copa, multas de patrocinadores e perdas de receitas que viriam de comercialização de produtos licenciados, ingressos e novos parceiros comerciais.
Por disputar a fase de grupos, a Itália receberia 9 milhões de euros (R$ 27 milhões). Ou seja, se avançasse às etapas seguintes do mundial, a Federação Italiana poderia lucrar ainda mais.
Uma cláusula contratual com patrocinadores, citada em reportagem do jornal italiano Gazzeta dello Sport, força penalidade por um desempenho esportivo ruim (ou abaixo do esperado). Com isso, a Federação Italiana perde 9,5 milhões de euros (R$ 57,1 milhões).
A expectativa da FIGC era, ainda, receber 10 milhões de euros (R$ 60 milhões) durante a Copa do Mundo, por conta de venda de camisas oficiais, ingressos e produtos licenciados, tendo em vista o mercado aquecido, especialmente nos Estados Unidos.
Após a eliminação, o técnico Gennaro Gattuso destacou a dor pelo revés, mas citou “orgulho pela dedicação dos jogadores”. O futuro do treinador ainda é incerto, por conta de grande pressão da imprensa e população pela não classificação à Copa. A última participação da Itália foi em 2014, no Brasil, quando foi eliminada na primeira fase.

