Caiado dá indiretas a Flávio Bolsonaro no último discurso com governador

Redação
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Caiado dá indiretas a Flávio Bolsonaro no último discurso com governador

Caiado, pré-candidato a presidente, afirmou no discurso que é preciso experiência para governar o país e que radicalização não é bem-vinda

Caiado, Gracinha, Daniel e Iara na solenidade de transferência de cargo (Foto: Assembleia Legislativa)

Caiado, Gracinha, Daniel e Iara na solenidade de transferência de cargo (Foto: Assembleia Legislativa)

Em seu último discurso como governador, que aconteceu nesta terça-feira (31) na Assembleia Legislativa, Ronaldo Caiado (PSD) deu indiretas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) – contra quem disputará os votos dos eleitores de direita na disputa pela presidência da República.

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A primeira indireta foi ao fato de Flávio nunca ter ocupado um cargo no poder Executivo e ter uma vida política breve. “Meu pai me ensinou muito. Eu era muito afoito e ele dizia ‘calma, a vida não é assim. A vida nos impõe degraus e não é inteligente suprimi-los’. Eu não ouvi e quis começar minha trajetória como candidato a presidente em 1989. Collor é apenas dois anos mais velho. Ele ganhou a eleição e deu no que deu. Faltou experiência, autoridade moral. Não se aprende a governar um cargo da presidência. Não se aprende a ser um bom juiz sendo elevado a desembargador sem passar pelas comarcas e ver a vida como ela é. Não se aprende a ser um bom médico sem passar pela residência”.

Ronaldo Caiado e Daniel Vilela (Foto: Jucimar de Sousa)
Ronaldo Caiado e Daniel Vilela (Foto: Jucimar de Sousa)

Em outro momento do discurso Caiado afirmou que o lema de sua vida é o de cuidar das pessoas, seja como médico ou como governador. Foi então que ele mencionou ter levado essa missão a cabo durante a pandemia. Sabe-se que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi criticado pela forma com que conduziu a saúde pública durante a Covid-19.

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Por fim, o agora ex-governador de Goiás afirmou que não se pode presidir um país pelo caminho da radicalização e que respeita a democracia – outro recado ao bolsonarismo, que em janeiro de 2022 se envolveu em uma tentativa de suplantar o resultado da eleição presidencial.

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“De quantos embates eu participei no Congresso? Ganhando, perdendo, mas sempre com argumento e conteúdo. Isso é o que faz a democracia. Temos que despoluir o ambiente, e combater a radicalização na política. Não se governa pelo enfrentamento, mas construindo a paz. Fui eleito com 14 prefeitos e reeleito, quatro anos depois com apoio de quase 246. Tinha dez deputados estaduais e rapidamente conquistei a maioria, porque trabalhamos de forma respeitosa”, complementou o governador.

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