Uma das vítimas do médico cardiologista Daniel Kollet, de 55 anos, preso por importunação sexual em Taquara (RS), relatou à Polícia Civil que o suspeito dizia ser médium durante os atendimentos.
Segundo depoimento, a paciente, que não teve o nome divulgado, afirmou que começou a consultar com o profissional em 2024, por ele ser amigo de seu marido, mas que, já na primeira consulta, estranhou a forma carinhosa como foi tratada durante o atendimento.
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A vítima contou que, durante o exame, o médico “começou a apalpar sua barriga e seus seios, sentindo que, no momento, sentiu que Daniel estava com ereção passando o pênis em suas pernas, pois estava sentada na maca”.
Ainda conforme o relato, a mulher relatou que ao se levantar, Daniel a abraçou, alegando que era médium e estaria “passando uma energia boa”. Ele ainda teria pedido para que ela não contasse a ninguém.
A paciente disse que chegou a relatar o ocorrido ao marido e durante a terapia, mas não registrou ocorrência na época por acreditar que precisaria de provas.
Prisão
O médico foi preso nessa segunda-feira (30/3), pelos crimes de importunação sexual e posse sexual mediante fraude contra mais de 30 vítimas em Taquara, no Rio Grande do Sul.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes teriam ocorrido, em sua maioria, dentro do consultório do médico, localizado na região central de Taquara, durante atendimentos de rotina. O homem aproveitava o momento em que as vítimas estavam nuas e aproximava delas para abraçar, beijar e acariciar.
“As vítimas ficavam em estado de choque e sem reação. Ressalta-se que pelo menos três vítimas, com idades entre 30 e 42 anos de idade, prestaram depoimento e os relatos são semelhantes e coesos entre si demonstrando o modus operandi do médico”, informou o delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pela investigação.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações prosseguem no sentido de identificar mais vítimas. “Após as formalidades, o preso será encaminhada ao sistema prisional onde ficará a disposição da Justiça”, informaram.
Em nota enviada ao Metrópoles, o Conselho Nacional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul informou que “tomou conhecimento dos fatos, e medidas administrativas já foram tomadas para investigação do caso. A situação é grave e deve ser apurada com rigor. Se comprovada a denúncia, todas as ações necessárias serão tomadas para punir os responsáveis”.

