Eduardo Leite, governador gaúcho, diz que escolha de Caiado contradiz o que o PSD vinha defendendo há meses
Como Eduardo Leite reagiu ao saber que Caiado foi escolhido pelo PSD (Foto: Agência Brasil)
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reagiu mal ao saber que no domingo (29) que havia perdido a disputa com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pela prerrogativa de ser o candidato do PSD a presidente da República.
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O porta-voz da notícia foi o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que viajou para Porto Alegre para conversar com Leite antes de a decisão ser oficializada. Kassab argumentou que Caiado pode ter mais facilidade para absorver votos de Flávio Bolsonaro quando começarem os ataques do PT ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Leite rebateu dizendo que faz seis meses que o PSD defende uma candidatura de centro ao Palácio do Planalto, e que o perfil de Caiado o torna inapto para capitanear esse projeto. Disse também que, com um discurso mais moderado, sentia-se capaz de atrair o apoio de partidos importantes, como o PSDB e o MDB, além do engajamento de economistas como Persio Arida e Armínio Fraga.
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Juntar os cacos
Agora que já foi escolhido para ser o candidato do PSD a presidente da República, Caiado tem a missão de juntar os cacos internamente ao mesmo tempo em que trabalhará para expandir fronteiras do seu projeto político.
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O governador de Goiás deve conversar com Leite nos próximos dias e convidá-lo para contribuir com a formatação do plano de governo. Importante lembrar que, meses atrás, Caiado posicionou-se favorável à proposta de conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro – algo que o governador gaúcho considera inadmissível.
Outros alicerces da plataforma eleitoral de Caiado devem ser a segurança pública e o combate à corrupção.

