Uma criança de 8 anos precisou guardar sêmen do tio para provar aos familiares que estava sendo vítima de estupro. O criminoso, de 25 anos, foi preso na última sexta (27/3), em Anápolis (GO), após passar quase três anos cometendo abusos sexuais contra a sobrinha.
A investigação teve início em 2025, após a menina descrever os abusos do tio à coordenação pedagógica da escola na qual estudava. Após a instituição comunicar a delegacia, a vítima teria sido desacreditada pela própria família.
De acordo com a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Goiás (DPCA-GO), a vítima descreveu diversas vezes aos familiares os abusos que sofria por parte do tio. No entanto, ninguém acreditava no relato.
A delegada conta que os parentes agrediam a criança e a colocavam de castigo por achar que ela estava mentindo.
“Em outras oportunidades, ela já tinha contado pros familiares, o avô a agrediu a ponto dela desmaiar. E a avó também já tinha colocado de castigo. A esposa do investigado já tinha flagrado ele nu com a menina, e ele inventava uma desculpa e sempre negava. Então os familiares preferiram acreditar nele, que negava a todo momento”, afirmou Aline Lopes.
Desacreditada pela própria família, a menina de 8 anos tomou uma atitude. Após o tio forçá-la a fazer sexo oral, a criança guardou o material biológico dele e entregou para outros familiares, que denunciaram à polícia.
Na delegacia, a criança relatou que sofria abusos desde 5 ou 6 anos de idade e acrescentou que os crimes se agravaram com o decorrer do tempo. Segundo a DPCA, a menina também disse que quando tentava se afastar ou gritar, o tio a sufocava e a ameaçava de morte.

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O Ministério Público e a Justiça acataram o pedido da prisão preventiva do abusador, além de realizar busca e apreensão na casa dele. No local, os agentes realizaram a abordagem do suspeito, que negou ter cometido os crimes contra a sobrinha.
Após ser comunicado de que os investigadores tiveram acesso ao esperma dele, o homem admitiu o crime e foi encaminhado à delegacia. O criminoso responderá por estupro vulnerável.
De acordo com a delegada Aline Lopes, os familiares da vítima também serão responsabilizados e vão responder pelo crime de estupro de vulnerável, na forma omissiva.

