A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decide, na tarde desta quinta-feira (26/3), o novo presidente da Casa. A votação foi marcada para 14h15 pelo atual presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL). Com isso, de acordo com a linha sucessória, o novo presidente do Legislativo estadual vai se tornar o próximo governador do Rio enquanto não for feita a eleição indireta para o comando do estado.
Segundo as normas, o processo deve ocorrer ao longo de cinco sessões e a votação será aberta. O Rio está sendo governado de forma interina pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
O escolhido pela Alerj ficará no lugar de Couto, que está interinamente no cargo desde segunda-feira (23/3), quando o então governador Cláudio Castro (PL) renunciou com o objetivo de concorrer nas eleições deste ano. O vice-governador, Thiago Pampolha (MDB), já havia renunciado em 2025 para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Um dia depois de Castro deixar o cargo, ele e Pampolha foram condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico em um caso que envolve a contratação de servidores públicos sem transparência.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a eleição indireta para o mandato-tampão no governo estadual. O novo presidente da Alerj ficará no cargo até que a eleição seja realizada.
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O pleito da Alerj será em formato híbrido, permitindo que deputados participem tanto presencialmente quanto de forma remota.

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Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro
Vinícius Schmidt/Metrópoles

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Claudio Castro e Flávio Bolsonaro
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

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Deputado Rodrigo Bacellar é investigado pela PF por vazamento de informações sigilosas que beneficam o Comando Vermelho (CV)
Divulgação/Alerj

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CCJ da Alerj discute regras para disputa ao mandato-tampão do Rio.
Alex Ramos/Alerj
Presidente da Alerj cassado
O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) não assumiu o governo do Rio por estar afastado da presidência da Alerj, desde o fim do ano passado, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma investigação da Polícia Federal apura o envolvimento do político em um esquema de vazamento de dados sigilosos para membros de facções criminosas.
Nessa terça-feira (24/3), o TSE determinou a cassação imediata do mandato de Bacellar, além da inelegibilidade. A decisão também determinou a exclusão dos votos recebidos pelo parlamentar e a chamada retotalização, um procedimento que recalcula toda a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.

