‘Vai, Brasa’ e canarinho de três patas: uniforme da seleção vira polêmica – R7

Redação
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‘Vai, Brasa’ e canarinho de três patas: uniforme da seleção vira polêmica – R7

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‘Vai, Brasa’ e canarinho de três patas deram o que falar no lançamento do uniforme da seleção brasileira Divulgação/Nike

Até agora estou sem acreditar que a imagem do canarinho de três patas foi feita e aprovada pela Nike e pela CBF. Pior que ainda tem um vídeo, um gif animado, que, a esta altura do campeonato, não aparece em lugar nenhum. Ou deletaram, ou é fake news…

Tudo, no lançamento da nova coleção de camisas da seleção brasileira, tem gerado polêmica. Desde o segundo uniforme, o azul, que tem a marca AirJordan, até o novo grito que vamos ter que aprender a usar, o “Vai, Brasa”.

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Vejo, leio, escuto a reação das pessoas e fico sem saber se é tudo planejado ou se a comunicação saiu fora de controle do que a empresa esperava.

Não sou muito fã de futebol pra saber se o que a designer da Nike falou é verdade. Ela afirmou, na coletiva de imprensa, que “Vai, Brasa” a gente “escuta nos estádios, a gente escuta nas ruas”. Na dúvida, já marquei uma consulta com um otorrino, pra cuidar da minha surdez.

A explicação é muito racional. A CBF está procurando atrair as novas gerações e, por conta disso, concordou em estampar, nos uniformes, o novo bordão.

A pergunta é se a confederação terá dinheiro suficiente pra transformá-lo num grito de guerra. Precisaria despejar grana em todas as emissoras, tradicionais e online, que irão transmitir os jogos, para que os locutores passassem a usá-lo. Aí, talvez, tivesse sucesso.

E, talvez, economizar dinheiro seja a explicação para uma imagem tão tosca quanto a do canarinho. Repare que, além de ter três patas, os arames da gaiola terminam no ar, no meio do rosto do passarinho. Sem contar que o cadeado não tranca nada, pois só está preso à portinhola.

É IA da pior qualidade possível. Quer dizer, não é culpa da IA. É de quem aprovou. Que, na pressa de entregar o trabalho, deve ter pensado: ninguém vai ver…

Sempre falo nas minhas palestras que, se a gente não controlar cada detalhe da comunicação das nossas empresas, se deixarmos passar algo que parece irrelevante, não teremos jeito de saber o que poderá acontecer.

De repente, ponto vira i. Ou, duas patas viram três. E a nossa mensagem fica toda distorcida.

Começou quente a busca do hexa. Tomara que a taça venha, pra esquecer toda essa polêmica…

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