MotoGP: apesar de filas e lotação, transporte coletivo seguiu previsão, diz RMTC

Redação
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MotoGP: apesar de filas e lotação, transporte coletivo seguiu previsão, diz RMTC

Usuários relataram demora, calor e desorganização no transporte público. RMTC afirma que alta demanda causou os problemas

onibus x motogp

RMTC admite filas e lotação, mas diz que operação no MotoGP seguiu o previsto (Foto: Reprodução/Vídeo)

A operação do transporte coletivo durante o MotoGP Goiânia ocorreu dentro do planejamento da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), apesar de relatos de superlotação, demora e falta de informação por parte dos visitantes e moradores. O balanço foi divulgado após o evento realizado entre os dias 20 e 22 de março. Segundo o órgão, cerca de 136 mil viagens foram realizadas entre sexta-feira e domingo, com 384 ônibus em circulação e mais de mil trabalhadores envolvidos.

A RMTC reconheceu que houve momentos de maior concentração de passageiros, principalmente no fim das provas, quando milhares de pessoas deixaram o autódromo ao mesmo tempo. Segundo o órgão, esse cenário já era desafiador, mas esperado em eventos de grande porte.

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Em nota, a entidade afirmou que “a concentração de grandes volumes de pessoas em determinados horários e locais impacta diretamente o sistema e que situações como filas, maior densidade de passageiros e ajustes operacionais fazem parte da dinâmica desse tipo de evento”.

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Ponto de ônibus de linha exclusiva para o MotoGP, em Goiânia (Foto: Divulgação/RMTC)

Durante o fim de semana, mudanças foram feitas para tentar melhorar o fluxo, como alterações de rotas, criação de novos pontos de embarque e liberação de entrada pelas portas traseiras dos ônibus em determinados momentos, para acelerar o fluxo de passageiros.

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Experiências dos usuários

Mesmo com os ajustes, muitos passageiros disseram que a organização era confusa. “A fila mudava toda hora, dependendo de onde o ônibus parava. Ninguém entendia nada”, relatou uma visitante.

Mesmo com a estrutura reforçada, passageiros relatam dificuldades desde a chegada até a saída do autódromo. “O problema não foi só na saída. Desde o primeiro dia já estava difícil. Ônibus muito cheios, muita demora e ninguém sabia direito onde pegar”, contou Rodrigo Silveira, morador de Aparecida de Goiânia. “Ficamos mais de 40 minutos esperando no sol, sem informação. Para um evento desse tamanho, precisava de mais organização”, disse Leila Alves, visitante do Rio de Janeiro.

Outros usuários avaliaram o serviço de forma positiva. O advogado Alício Vilela da Cunha Júnior, que veio de São Paulo, afirmou que conseguiu se deslocar sem dificuldades. “Mesmo sem saber como funcionaria por causa das interdições, foi fácil entender a logística. A sinalização ajudou bastante e o embarque foi tranquilo”, disse.

O corretor de imóveis Joaquim Martins Alves, de Maringá (PR), também elogiou o atendimento. “Gostei muito, achei tudo bem estruturado. O transporte atendeu bem”, afirmou.

Vídeos feitos entre sábado (21/3) e domingo (22/3) (Crédito: Waleis Antonio)

Próximos eventos

A RMTC informou que as decisões operacionais foram tomadas em conjunto com órgãos de trânsito e segurança pública e que a operação contou com linhas exclusivas para o evento, além de áreas específicas de embarque para distribuir melhor o público.

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Apesar das críticas, a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) avaliou que o sistema conseguiu atender a demanda dentro de um cenário considerado desafiador. A expectativa é de que a experiência sirva de base para ajustes na logística de transporte em futuros eventos de grande porte na capital.

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