Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans

Redação
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Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky, bilionário dono do OnlyFans

“Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”, disse a empresa em comunicado. “A família pediu privacidade neste momento difícil.”

Nascido na cidade de Odesa, na Ucrânia, Radvinsky era proprietário do OnlyFans, plataforma fundada em 2016 que, originalmente, funcionava como uma rede social em que criadores podiam cobrar pelo acesso a qualquer tipo de post — de cursos a performances artísticas. Apesar disso, o site estourou mesmo em meados de 2020, com a compra e venda de conteúdo erótico.

Discreto nas redes sociais e avesso à entrevistas, Radvinsky morava na Flórida, nos EUA. Uma biogafia de um site atribuído ao bilionário, afirmava que ele passou “as últimas duas décadas construindo empresas de software e contribuindo para o movimento de código aberto”.

Junto com sua família, Radvinsky se mudou para os EUA ainda criança.

Segundo a BBC, Radvinsky doou mais de US$ 1,3 milhão — R$ 6,7 milhões — em criptomoedas para seu país de origem, que foi invadido pela Rússia no início de 2022.

Além do OnlyFans, Leonid também era dono da Leo, um fundo de capitla de risco fundado em 2009, que foca no investimento em empresas de tecnologia.

Na lista dos bilionários da Forbes, publicada no início de março, Radvinsky ocupava a 870ª posição do ranking que reúne os mais ricos do munco, seu patrimônio era de US$ 4,7 bilhões — aproximadamente R$ 24,8 bilhões de reais.

A morte do bilionário gera dúvidas sobre quem assumirá o comando do OnlyFans. Não há informações públicas sobre se Leonid tinha filhos, e a empresa também não divulgou quem deverá assumir seu lugar na gestão ou no controle do negócio.

Em janeiro deste ano, a Reuters noticiou que Radvinsky estava em negociações para vender sua participação majoritária para uma empresa de investimentos chamada Architect Capital por cerca de US$ 5,5 bilhões — cerca de R$ 29,2 bilhões. Mas as conversas ainda estavam em estágio inicial.

Logo do OnlyFans é visto em computador. Plataforma é conhecida por conteúdo erótico — Foto: Andrew Kelly/Reuters

Além da carreria em computação, a biografia de Radvinsky no site afirma que io bilionário doava “muito tempo, esforço e dinheiro para causas sem fins lucrativos, como iniciativas de código aberto e instituições de caridade tradicionais”.

Entusiasta de assuntos ligados a helicóptero, Radvinsky se considerava como um “aspirante a piloto com cerca de 95 horas de voo, principalmente em um Bell 206B-3 JetRanger”.

O começo e o OnlyFans

O negócio de Radvinsky começou quando ele ainda era estudante de economia da Northwestern University e fundou, no fim dos anos 1990, uma empresa chamada Cybertania. Segundo a Forbes, ele comandava sites que disponibilizavam senhas hackeadas.

Em 2018, o ucraniano comprou uma participação na OnlyFans, fundado em 2016, e então pertencente à família Stokely, do Reino Unido.

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