O que está por trás do valor milionário das motos da MotoGP?

Redação
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O que está por trás do valor milionário das motos da MotoGP?

A prova principal da MotoGP ocorre neste domingo (22/03), às 15 horas

Corrida em Goiânia da MotoGP

Corrida em Goiânia da MotoGP. Foto: Beto Issa – MotoGP

A MotoGP está neste final de semana em Goiânia, para a segunda etapa do mundial. Neste retorno à capital goiana, o público acompanha de perto máquinas cada vez mais tecnológicas e de altíssimo valor, já que são  verdadeiros protótipos de engenharia sobre duas rodas.

Embora não exista um preço oficial divulgado pelas equipes, estima-se que cada moto custe em torno de 2 a 3 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 18 milhões. Esse valor, no entanto, pode ser ainda maior, dependendo do investimento e do poder financeiro de cada equipe.

O alto custo se explica pela exclusividade dessas máquinas. Diferentemente das motos comerciais, as utilizadas na MotoGP são desenvolvidas do zero, com foco total em desempenho. Elas contam com motores extremamente potentes, sistemas eletrônicos avançados, suspensões e freios de última geração, além do uso de materiais ultraleves.

Apesar de toda a liberdade tecnológica, existem regras rígidas que as fabricantes precisam seguir. As motos devem ter motores de até 1000cc, no máximo quatro cilindros, peso mínimo de 150 kg e eletrônica padronizada. Ainda assim, os números impressionam, já que os modelos ultrapassam os 290 cavalos de potência e podem atingir velocidades de até 360 km/h.

Outro fator que eleva significativamente o custo é o chassi. Produzido, em geral, com alumínio de especificação aeroespacial, ele combina alta resistência com baixo peso, sendo fundamental para o desempenho nas pistas.

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