Incidente ocorre durante o 23º dia de confrontos e amplia tensão envolvendo aeronaves de alta tecnologia na região
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GERADO EM: 22/03/2026 – 08:22
Guarda Revolucionária do Irã atinge caça F-15, tensão aumenta
No 23º dia de confrontos no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã afirma ter atingido um caça F-15 sobre o Estreito de Ormuz. O jato, identificado como “inimigo”, foi alvejado por sistemas de defesa aérea iranianos. Imagens mostram a silhueta do F-15 na mira e o momento do impacto. EUA e Israel, operadores do modelo, não comentaram. O incidente intensifica a tensão entre Irã, EUA e Israel, sem sinais de cessar-fogo.
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A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (22) ter atingido um caça F-15 Eagle classificado como “inimigo” enquanto sobrevoava a costa sul do país, segundo agências estatais iranianas.
De acordo com comunicado divulgado pelas agências Irna e Tasnim, a aeronave foi detectada nas proximidades da Ilha de Ormuz, no Estreito de Ormuz, e alvejada por sistemas de defesa aérea terra-ar. “Um caça F-15 inimigo foi atingido após ser detectado nos céus do sul do país, próximo à ilha de Ilha de Hormuz, por sistemas de defesa aérea. Investigações sobre o destino da aeronave continuam”, afirmou o comunicado.
Imagens divulgadas pela mídia estatal mostram a silhueta de um jato semelhante ao F-15 travada na mira da defesa aérea. Em seguida, em um plano mais aberto, um rastro visível acompanha a aeronave, no que aparenta ser o momento do disparo. O vídeo não confirma, no entanto, se houve impacto direto.
Confira:
Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação sobre o paradeiro do avião nem sobre o país ao qual pertencia. Tanto os Estados Unidos quanto Israel operam o modelo em suas frotas, e nenhum dos dois se manifestou sobre o episódio.
Caça versátil e papel no conflito
O F-15E Strike Eagle é uma das versões mais avançadas do tradicional F-15, projetado originalmente para superioridade aérea. Diferentemente do modelo clássico, o F-15E combina capacidade de combate ar-ar com ataques de precisão contra alvos terrestres, podendo operar em missões de longo alcance e em condições adversas. A aeronave integra o núcleo das operações táticas dos Estados Unidos e costuma ser empregada em cenários de alta intensidade.
Se confirmada a queda, seria a primeira vez que um F-15 americano é abatido no atual conflito. Até então, o Irã havia reivindicado ter atingido um F-35 Lightning II, considerado um dos caças mais modernos do mundo, embora os EUA afirmem que a aeronave conseguiu pousar em segurança em um país aliado.
Outros incidentes recentes ampliam o quadro de instabilidade. No Kuwait, três F-15E foram derrubados durante ações defensivas contra ataques iranianos, com todos os pilotos sobrevivendo após ejeção. Já no Iraque, um avião-tanque KC-135 colidiu no ar com outra aeronave, resultando na morte de seis militares. Neste domingo, um helicóptero militar do Qatar caiu no mar durante operação de rotina, deixando sete mortos, segundo autoridades locais.
A tensão se intensificou após Trump declarar, na rede Truth Social, que daria 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz. O presidente afirmou que poderá atacar usinas de energia iranianas caso o prazo não seja cumprido, enquanto Teerã respondeu que retaliará contra alvos energéticos ligados aos EUA no Oriente Médio.
A crise já impacta o mercado global de energia, com o barril de petróleo Brent se aproximando de US$ 120 e o gás natural registrando forte alta. No campo militar, ataques com mísseis iranianos também deixaram mais de 100 feridos em Israel, incluindo vítimas em estado grave, elevando o risco de uma escalada ainda maior no conflito.
A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 23º dia neste domingo, sem sinais de trégua. Os países mantêm bombardeios diários, enquanto Teerã intensifica o uso de mísseis e drones em resposta à presença militar americana no Oriente Médio. No cenário atual, dezenas de caças, incluindo F-15 e outros modelos, sobrevoam diariamente o espaço aéreo iraniano e o Golfo Pérsico em missões de ataque e vigilância, ampliando o risco de novos confrontos diretos.
Guga Chacra
Análises dos grandes acontecimentos internacionais

