‘Vem na mão’: entregador apanha após se recusar a dar carona para morador em condomínio de Goiânia; vídeo

Redação
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‘Vem na mão’: entregador apanha após se recusar a dar carona para morador em condomínio de Goiânia; vídeo

Entregador teve ferimentos na boca. Morador é investigado por lesão corporal

Entregador tentando se afastar de morador após ser agredido - (Foto: reprodução/redes sociais)

Entregador tentando se afastar de morador após ser agredido – (Foto: reprodução/redes sociais)

Pedro Moura

Uma entrega em um condomínio tradicional de Goiânia virou alvo de investigação da Polícia Civil (PC) após o entregador denunciar ter sido agredido pelo morador na última quarta-feira, 18. Conforme relatou à Polícia Militar (PM), o entregador, de 26 anos, teria chegado ao local com a entrega e encontrado o investigado já alterado.

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Ao cobrar pela entrega, o morador teria afirmado que a carteira estava em casa, pedindo para que o entregador o levasse sem capacete até o imóvel para realizar o pagamento. De acordo com o registro, a vítima recusou o pedido, informando que não tinha autorização do condomínio e da empresa em que trabalha para transportar terceiros sem capacete.

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A recusa teria irritado o morador, que iniciou uma discussão  e, em seguida, passou a agredir com socos o entregador. Os dois, inclusive, teriam caído no chão durante a agressão física. Ao se levantar, a vítima teria se afastado do montador, que continuou com a discussão (veja vídeo abaixo).

O entregador acionou a PM, momento em que o investigado teria se escondido em casa para fugir do flagrante. Ao chegar no local, a corporação evitou entrar no condomínio, pedindo para um funcionário da portaria interfonar no imóvel e solicitar a presença do suspeito no local.

O homem teria se recusado a se apresentar espontaneamente à PM, que finalizou o registro da ocorrência sem ouvir o possível agressor. Em nota, a PC informou que investiga o caso como lesão corporal, uma vez que a vítima sofreu ferimentos no rosto em decorrência dos socos.

Já a PM, por outro lado, disse que quando a equipe policial chegou ao local, o morador não se encontrava mais na portaria e que mesmo diante da recusa do investigado, não pode ir até o imóvel dentro do condomínio por falta de ordem judicial (veja nota completa abaixo).

Nota Polícia Militar 

“A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) informa que foi acionada para atendimento de ocorrência de suposta agressão no Condomínio Residencial Privê Atlântico, no Setor Jardim Atlântico, em Goiânia.

No local, a equipe colheu o relato da vítima e de testemunhas, sendo informado que, após a agressão, o suposto autor retornou para o interior de sua residência. Foram realizadas tentativas de contato para que o envolvido comparecesse à portaria, o que não ocorreu.

Ressalta-se que, conforme a legislação vigente, a prisão em flagrante ocorre quando o autor está cometendo o crime, acaba de cometê-lo ou é imediatamente perseguido após a ação. No caso em questão, quando da chegada da equipe policial, o suposto autor já não se encontrava mais em situação de flagrância visível no local da ocorrência.

Destaca-se, ainda, que a Constituição Federal assegura a inviolabilidade do domicílio, não sendo permitido o ingresso em residência sem mandado judicial, salvo em situações excepcionais, como flagrante delito, o que não se configurou no momento da atuação policial.

Diante disso, e em observância aos limites legais, a equipe policial não poderia adentrar o imóvel sem autorização ou ordem judicial. As partes foram devidamente orientadas quanto aos procedimentos cabíveis, inclusive quanto ao registro da ocorrência junto à Polícia Civil.

A Polícia Militar de Goiás reafirma que atua pautada na legalidade, na técnica e no estrito cumprimento das garantias constitucionais”.

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