HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Viana (Podemos-MG), negou, nesta terça-feira (17/3), que a Igreja Batista da Lagoinha recebeu dinheiro de desvios do instituto.
“Não há até o momento qualquer ligação de que a igreja tenha recebido o dinheiro do INSS. Há um relacionamento de um pastor que tinha uma igreja separada, que ele deixava separado e que estava numa ligação com o Márcio e que teve das explicações já foi convocado e eu espero que ele venha”, declarou a jornalistas.
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O senador mineiro afirmou que há três igrejas com “indícios de lavagem de dinheiro” e todas tiveram o sigilo quebrado e foi entregue aos parlamentares do colegiado.
“Não vi comentários mais depois que os relatórios chegaram. Outras três, incluindo a Lagoinha, tinham pessoas investigadas que fizeram contribuições. Todos os sigilos bancários das pessoas investigadas foram quebrados e estão à disposição daqueles que estão fazendo os requerimentos”, afirmou.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, o senador mineiro mandou emendas parlamentares a uma fundação da Lagoinha, do pastor André Valadão. No total, a coluna identificiou o repasse de R$ 3,6 milhões à entidade.
Um dos repasses identificados pela coluna ocorreu em 2019. Na ocasião, Carlos Viana mandou emenda Pix de R$ 1,5 milhão à Prefeitura de Belo Horizonte. A verba tinha o destino carimbado: Fundação Oasis.
A Igreja da Lagoinha passou a ser investigada pela CPMI do INSS após reportagem do Metrópoles apontar que Felipe Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, teria financiado um evento de Réveillon organizado pela instituição religiosa no estádio Allianz Parque, do Palmeiras, em 2024.
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