A iniciativa foi anunciada pelo governo britânico, que quer verificar como seriam na prática eventuais limites para menores de 16 anos nas plataformas.
Cerca de 150 adolescentes de 13 a 15 anos serão acompanhados e terão a qualidade do sono, o humor e níveis de atividade física avaliados, informou o jornal britânico The Guardian.
Os participantes poderão ser totalmente proibidos de usar redes sociais, ter um limite de uso de tela ou ficar sujeitos a um “toque de recolher” virtual, em que serviços são bloqueados após um certo horário do dia.

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Segundo o governo britânico, os testes ajudarão a levantar informações para que uma futura decisão seja baseada em evidências do mundo real.
O Reino Unido também deverá considerar as contribuições de uma consulta pública em que pais, adolescentes, pesquisadores e empresas poderão opinar sobre regras mais rígidas em torno das redes sociais.
Até 26 de maio, o governo britânico receberá opiniões sobre a possível regra de idade mínima ou do “toque de recolher” online, bem como supostos recursos viciantes nas redes, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos.
A iniciativa também quer receber avaliações sobre o uso de assistentes de inteligência artificial e plataformas de jogos por crianças, além de comentários sobre melhorias nos métodos de verificação de idade.
“Sabemos que pais em todo o mundo estão refletindo sobre a quantidade de tempo que seus filhos devem passar em frente às telas, quando devem dar um celular para eles, o que eles estão vendo online e o impacto que tudo isso está causando”, disse a secretária de Tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall.
“É por isso que estamos pedindo a crianças e pais que participem desta consulta histórica sobre como os jovens podem prosperar em uma era de rápidas mudanças tecnológicas”.
A Câmara dos Lordes, equivalente britânico ao Senado, aprovou em janeiro a proposta que proibiria o uso de redes sociais por menores de 16 anos. O texto agora está na Câmara dos Comuns, parecido com a Câmara dos Deputados.

