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A empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos passou mal, nesta segunda-feira (23/2), e precisou deixar a audiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Senado Federal.
A depoente é sócia e esposa de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador e assessor do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), entidade investigada por fraude contra pensionistas.
Ingrid é acusada de ter recebido recursos ilícitos repassados pelo marido, atuando na ocultação de patrimônio.
Durante questionamentos, a empresária ficou com a voz embargada, gaguejou, e o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a suspensão da reunião por 15 minutos.
Ingrid foi avaliada pela equipe médica do Senado e liberada em seguida. A mulher teria tido uma crise de ansiedade, segundo os médicos.

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Empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos passa mal e deixa audiência da CPMI do INSS, no Senado, nesta segunda (23/2)
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Depoente é mulher de Cícero Marcelino, apontado como operador da Conafer, investigada por fraude contra pensionistas
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A depoente negou saber de qualquer irregularidade cometida pelo marido. Ela afirmou ainda ter se sentido “traída” por ele
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Empresária ficou com a voz embargada durante questionamentos, e presidente da CPMI suspendeu a reunião
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Ingrid foi avaliada pela equipe médica do Senado e liberada em seguida
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CPMI do INSS
- O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.
- Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
- As reportagens levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).
- Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril do ano passado e que culminou nas demissões do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.
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Mais cedo na CPMI, a depoente negou saber de qualquer irregularidade cometida pelo marido. Ela afirmou ainda ter se sentido “traída” por ele.
“Em relação a empresas e transferências, eu não vou conseguir responder nada para vocês, porque quem geria tudo isso, como ele falou também aqui para todos vocês, era o meu esposo, Cícero Marcelino. Inclusive, ele traiu minha confiança quando a Polícia Federal bateu à minha porta, acordando meus filhos e constrangendo minha família. Então, para mim, tudo isso aqui é uma surpresa. Inclusive, para mim, estar aqui também está sendo muito difícil, porque eu nunca imaginei passar por uma situação dessa”, declarou Ingrid.

