A freira Nadia Gavanski, assassinada neste sábado (21/2) em um convento no município de Ivaí (PR), tinha 82 anos de idade e 55 de vida religiosa. Nascida em Prudentópolis, também no Paraná, ela levava uma rotina simples no convento onde morava.
Segundo a Polícia Militar do Paraná, o corpo de Nadia apresentava sinais de agressão. Um homem pulou o muro para invadir o convento onde ela morava, possivelmente com a intenção de furtar objetos, e ela o flagrou durante a invasão.
De acordo com o boletim de ocorrência, o homem foi detido em flagrante enquanto tentava fugir e estava com sangue nas mãos e nas roupas.
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Nascida em 18 de maio de 1943, filha de José e Ana Gavanski, Nadia tinha sete irmãos.
Ingressou na vida religiosa em 12 de fevereiro de 1971, realizou o noviciado em 8 de dezembro do mesmo ano, professou os primeiros votos em 8 de dezembro de 1973 e fez os votos perpétuos em 2 de fevereiro de 1979.
Ao longo de sua vida, atuou em diversas comunidades do Paraná, incluindo Dorizon, Irati, Linha B, Ivaí, São Pedro, Esperança, Itapará, Marcondes, Marcelinho, Ponte Alta e Prudentópolis.
Freira teve AVC e perdeu a fala
Uma amiga da freira, a irmã Deonisia Diadio, relatou ao Metrópoles que Nadia sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no passado e não se comunicava pela fala.
“Ela se comunicava com gestos e pelo olhar. Era muito querida, simples e humilde. Gostava muito de rezar na capela, em silêncio”, afirmou Deonisia.
Segundo a religiosa, Nadia tinha uma vida simples e, todos os dias, ia à horta levar comida às galinhas. Foi nesse momento em que ela se deparou com o homem que invadiu o convento.
“Foi exemplo de consagração, doação, espiritualidade. Rezava muito pedindo vocações. Às vezes ficava horas na capela”, declarou a amiga.
O velório Nadia Gavanski será realizado neste domingo (22/2), às 15h, em Prudentópolis (PR).

