Ministro da Malásia diz que estresse no trabalho pode “tornar a pessoa gay” e gera polêmica

Zulkifli Hasan é ministro de Assuntos Religiosos no país

Zulkifli Hasan ministro de Assuntos Religiosos Ministro da Malásia diz que estresse no trabalho pode “tornar a pessoa gay” e gera polêmica

Imagem: Reprodução/Facebook

Uma declaração do ministro de Assuntos Religiosos da Malásia, Zulkifli Hasan, provocou polêmica e repercussão internacional após ele afirmar que o estresse no ambiente de trabalho poderia “tornar uma pessoa gay”. A fala foi feita de forma pública e passou a circular nas redes sociais e na imprensa estrangeira.

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Segundo o ministro, fatores como pressão psicológica, influência social, experiências sexuais e estresse profissional estariam entre possíveis causas. “A influência social, as experiências sexuais, o estresse no trabalho e outros fatores pessoais se enquadram nesta categoria”, afirmou Zulkifli, ao citar um estudo divulgado em 2017. Ele acrescentou ainda que essa combinação de elementos “pode contribuir para o aumento de atos LGBT”.

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As declarações geraram fortes críticas de especialistas, entidades científicas e defensores dos direitos humanos, que apontam que não há qualquer evidência científica de que estresse, ambiente profissional ou pressão social determinem a orientação sexual de uma pessoa.

Organizações internacionais de saúde reforçam que a orientação sexual não é resultado de fatores pontuais ou externos simples, mas faz parte da identidade individual, não sendo considerada doença ou comportamento induzido.

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A fala do ministro também reacendeu o debate sobre a situação da população LGBTQIA+ na Malásia, país onde relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas, tanto entre homens quanto entre mulheres. Além disso, a expressão de gênero de pessoas trans também é considerada crime pela legislação local.

As penas previstas incluem até 20 anos de prisão, além de chicotadas, e há registros de que essas leis vêm sendo aplicadas nos últimos anos. Relatórios internacionais apontam que pessoas LGBTQIA+ no país são frequentemente alvo de discriminação institucional, violência e perseguição.

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