Profissionais devem ser descredenciados em fevereiro. Sindicado prevê fim de contrato de 2 mil profissionais
Prefeito Sandro Mabel (Foto: Reprodução/Fieg)
Com os atendimentos de urgência e emergência interrompidos desde a última terça-feira, 13, o Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), se reuniu nesta quarta-feira, 14, com o Ministério Público de Goiás (MP) para pedir a intervenção do órgão junto à prefeitura de Goiânia. De acordo com a presidente da entidade, Francine Leão, a categoria busca um acordo com o prefeito Sandro Mabel (UB) para retomar os serviços, que também foram suspensos nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs).
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O prefeito afirmou que não terá diálogo com os profissionais que aderiram ao movimento. Ao todo, quase 2 mil médicos deixaram de atender na rede municipal de saúde, cobrando melhores condições de trabalho. Os profissionais, porém, devem ser descredenciados em fevereiro.
Mabel, inclusive, anunciou hoje a contratação de 1,8 mil profissionais. Os novos médicos vão atuar nas áreas de regulação, atendimento ambulatorial, atendimento especializado e verificação de óbitos, além de urgência e emergência. Para a presidente do Simego, o anúncio é uma manobra da prefeitura.
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“Ocorreram acusações de que os médicos estariam dando atestados falsos para viajar, mas os médicos credenciados não têm direito ao atestado médico. Se o profissional falta, ele não recebe pelo serviço”, afirma.
Ainda de acordo com Franscine, médicos que aderiram a paralisação são quase que majoritariamente da área da saúde mental. A presidente teme que o fim do contrato com os profissionais agrave a saúde municipal, que vem se recuperando do colapso na gestão Rogério Cruz.
O Mais Goiás entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e pediu um posicionamento sobre o descredenciamento dos médicos e do pedido do Simego junto ao Ministério Público. De acordo com a pasta, os profissionais não são concursados e, por isso, vão ter o contrato encerrado. A SMS informou ainda que atualmente conta com quase 800 médicos, sendo que o número vai ultrapassar 2 mil com o novo edital de contratação.

