Relógio, horas – Foto: SEDAT TEZGUL/ Istockphoto.com
Relógios em grande parte dos Estados Unidos serão atrasados em uma hora no domingo, 2 de novembro de 2025, às 2h locais, marcando o fim do horário de verão. A medida, adotada por cerca de 300 milhões de residentes em 48 estados, retorna o país ao horário padrão até março do próximo ano. Essa transição segue a Lei de Tempo Uniforme de 1966 e visa ajustar o uso da luz natural, embora gere debates sobre sua efetividade.
O presidente Donald Trump, em postagens recentes, defendeu a eliminação das mudanças sazonais de horário. Ele descreveu a prática como inconveniente e geradora de custos elevados para a nação. Trump indicou que o Partido Republicano priorizará projetos de lei para adotar um horário fixo após sua posse em janeiro de 2025.
A alteração proporciona uma hora adicional de sono aos afetados, mas antecipa os pores do sol, reduzindo a luz vespertina. Exceções incluem o Havaí, a maior parte do Arizona e territórios como Porto Rico, que mantêm o horário padrão o ano inteiro. No Brasil, sem horário de verão desde 2019, a diferença de fuso cai para uma hora durante o período americano.
- Ajuste ocorre no primeiro domingo de novembro, um dia antes de 2024 devido ao calendário.
- Impacta rotinas de trabalho, escolas e transportes em regiões continentais.
- Empresas de tecnologia atualizam sistemas para evitar erros em horários globais.
Origem histórica da prática
A iniciativa do horário de verão surgiu na Alemanha em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, para reduzir o consumo de carvão em iluminação. Os Estados Unidos implementaram a medida em 1918, com interrupções em períodos de paz e retornos em crises energéticas. A Segunda Guerra Mundial e o embargo de petróleo de 1973 reforçaram sua adoção temporária.
Em 2007, o Congresso estendeu o período para oito meses, de março a novembro, visando maior economia. Estudos do Departamento de Energia apontam poupança inferior a 0,5% no consumo total de eletricidade. Regiões quentes registram aumento no uso de ar-condicionado à tarde, anulando ganhos em iluminação.
Estados como Flórida e Texas buscam leis locais para horário permanente, dependendo de aprovação federal. Cerca de 30 estados debatem o fim das trocas, com propostas regionais em Oregon e Washington.
Benefícios econômicos observados
Proponentes da manutenção destacam ganhos no varejo e turismo com luz extra ao fim do dia. Pesquisas indicam redução de até 7% em crimes como roubos em áreas iluminadas à noite. O setor de lazer beneficia-se de atividades prolongadas, com 58% dos americanos preferindo o horário adiantado para mais tempo ao ar livre, segundo levantamento de 2021.
A coordenação com Canadá e México facilita o comércio transfronteiriço, evitando desajustes em fusos. Empresas preparam adaptações anuais para operações internacionais, minimizando perdas em reuniões. No entanto, o custo da transição em 2024 superou bilhões em produtividade reduzida, conforme relatórios congressionais.
Críticas à saúde pública
Críticos relatam aumento de 6% em acidentes de trânsito após o início do horário de verão, ligado à privação de sono. A American Academy of Sleep Medicine recomenda o horário padrão fixo para alinhar ao ritmo circadiano natural. Fadiga afeta 40% dos trabalhadores nas primeiras semanas de transição, conforme estudo de 2023.
Especialistas observam elevação em riscos cardiovasculares e distúrbios do sono durante as mudanças. Trump citou divisão de opiniões em declaração de março de 2025, com 62% favoráveis ao fim das trocas em consultas de 2024. A prática agrava noites longas no inverno, com o solstício de 21 de dezembro limitando a luz a nove horas em latitudes nortistas.
Avanços em projetos legislativos
O Sunshine Protection Act, que propõe horário de verão permanente, passou no Senado em 2022 por unanimidade, mas travou na Câmara por falta de consenso. Em 2025, o texto ganhou 45 copatrocinadores de ambos os partidos. Trump expressou apoio em abril, alinhando-se à visão de mais luz vespertina desde 2019.
- Propostas preveem votação em 2026 para padronização nacional.
- Exceções territoriais, como Guam, permanecem com horário fixo.
- Enquetes de 2021 indicam 75% contra as trocas bianuais.
Estados formam blocos regionais para DST fixo, enquanto a Comissão Europeia discute abolição similar até 2027. Analistas esperam intensificação dos debates com controle republicano no Congresso.
Ajustes na rotina cotidiana
A volta ao horário padrão altera escalas de trabalho e educação nas primeiras semanas. Transportes públicos recalibram linhas para sincronizar com o novo tempo, evitando atrasos em aeroportos como o de Nova York. Voos transatlânticos registram picos de confusão em conexões internacionais durante a transição.
Empresas atualizam softwares para horários precisos, impactando o comércio com o Brasil, onde a diferença de fuso simplifica para uma hora. Guias de adaptação incluem exposição matinal à luz solar para resetar o relógio biológico. O próximo início ocorre em 8 de março de 2026, reiniciando o ciclo de oito meses.
Relatórios apontam que, apesar dos ajustes, 40% dos afetados sentem fadiga inicial, mas a hora extra de sono mitiga efeitos a longo prazo. Regiões polares enfrentam extremos, com até 24 horas de escuridão em dezembro, contrastando com o continente.


