Além disso, candidato ao Senado, o deputado federal Zacharias Calil (MDB) já assinou dois pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Dessa forma, ambas as petições são de autoria do também deputado federal Marcel van Hattem (Novo).
Com isso, segundo o médico, caso eleito, ele votará favoravelmente ao impedimento do ministro. “Se um presidente da República pode ser retirado do poder, por que não pode um ministro do STF?”, questiona Calil.
Nesse sentido, para o candidato, Moraes extrapolou em diversas situações a função de um ministro do STF e agiu politicamente em uma instituição que deve zelar pela Constituição. Portanto, O deputado ainda afirmou que são necessárias mudanças de critérios na forma de se escolher magistrados da Corte.
Contexto e detalhes sobre pedidos de impeachment
Em seguida, A defesa de Zacharias é que a indicação do presidente da República deve ser substituída por concurso de alto nível. De acordo com as apurações, outro ponto argumentado pelo candidato ao Senado é a implementação de um mandato de oito a dez anos para os magistrados.
Por outro lado, atualmente, são mais de 100 pedidos de impeachment contra ministros do STF. Vale destacar que quem lidera a lista é Alexandre de Moraes. Somente o presidente do Senado pode dar seguimento a essas demandas.
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Ofensiva
A ofensiva contra Moraes ganhou força desde que o ministro André Mendonça derrubou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que revelou supostas conversas entre o ministro do STF e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. No domingo (20), o colunista Lauro Jardim divulgou um vídeo que mostra o magistrado e a esposa dele, Viviane Barci, ao desembarcar de um jatinho do ex-banqueiro no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O vídeo foi gravado pelo sistema de câmeras de monitoramento do aeroporto no dia 22 de agosto de 2025.
Investigações da Polícia Federal relatam que, três meses antes, no dia 12 de maio, o escritório de Viviane havia fechado um contrato de R$ 50 milhões para “prestação de serviços e honorários advocatícios” com uma empresa do banqueiro. Esse contrato é diferente do outro já divulgado pela imprensa, de R$ 131 milhões com o Master.
Parte desse total de R$ 50 milhões seria pago com cotas de um jato e de um helicóptero, ainda de acordo com a PF. O jato era justamente esse em que o casal viajou para o Rio de Janeiro.
No mês anterior à viagem, o BC já havia enviado um comunicado ao MPF apontando fortes indícios de crime de gestão fraudulenta nas operações entre o BRB e o Master.
Moraes e a defesa do escritório afirmam que esse segundo contrato jamais existiu ou foi assinado.
Numa troca de mensagens de WhatsApp capturadas do celular de Daniel Vorcaro pela PF (veja os prints abaixo), o então banqueiro perguntou a Marcos Matta em 16 de julho de 2025: “Eles não estão usando?”. Referia-se a Moraes e Viviane.
Matta, dono da PrimeYou, empresa que geria o uso do jatinho e do helicóptero, respondeu: “Liberado desde quando você me pediu, já a usar sim. Já usaram aviões e helicópteros. O variável não cobrei ainda, devido mudança de contrato de Barci para a outra empresa deles Lux” (aqui, Matta faz referência, na verdade, à Lex, outra empresa da família Moraes).
Ao que Vorcaro pede: “Fica em contato com eles pra eles poderem usar”.
Procurado na sexta-feira pelo O Globo sobre o uso do jato, Moraes repetiu o que havia dito em abril. Ou seja, que nunca viajou em aeronaves de Vorcaro.
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Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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