Sobre o tema envolvendo Vorcaro editava, O empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tinha acesso antecipado a reportagens do portal Metrópoles e conseguia influenciar o conteúdo de publicações sobre seus negócios. Além disso, A informação foi revelada nesta quinta-feira (15) pelo UOL, com base em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro.
Dessa forma, segundo o levantamento, pelo menos 14 reportagens foram encaminhadas a Vorcaro antes da publicação. Com isso, desse total, 11 sofreram alterações após solicitações dele. Nesse sentido, as conversas também mostram que duas matérias foram publicadas a pedido do empresário. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Vorcaro editava continuam sendo acompanhados com atenção.
Portanto, A interlocutora direta de Vorcaro era Lilian Tahan, CEO do Metrópoles, que enviava textos para avaliação e recebia sugestões de mudanças. Em seguida, A relação ocorreu durante o período em que o Banco Master mantinha contratos publicitários milionários com o portal. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Vorcaro editava nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Vorcaro editava
De acordo com as apurações, questionada pelo UOL, Lilian afirmou que o procedimento fazia parte de uma prática de checagem de informações com fontes relevantes e negou que os acordos comerciais tivessem influência sobre a cobertura jornalística. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Vorcaro editava devem surgir em breve.
Banco Master fechou contrato de R$ 20 milhões com o Metrópoles Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Vorcaro editava continuam sendo acompanhados com atenção.
Por outro lado, A aproximação entre Vorcaro e a direção do portal começou em maio de 2024, quando o então assessor de imprensa do Banco Master, Guilherme Barros, promoveu um encontro entre o empresário e Lilian Tahan. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Vorcaro editava nos últimos dias.
Principais pontos e impactos da decisão
Vale destacar que nas conversas obtidas pela Polícia Federal, Barros relatou que a executiva havia gostado do encontro e sugeriu que ela própria fizesse a aproximação entre Vorcaro e Luiz Estevão, ex-senador e proprietário do Metrópoles.
Sendo assim, no mês seguinte, o Banco Master efetuou um pagamento de R$ 1 milhão ao portal. Além disso, em julho, foram acertados outros R$ 900 mil para projetos de educação financeira relacionados a empresas do grupo.
Dessa forma, em novembro de 2024, as negociações avançaram para um contrato publicitário de R$ 20 milhões, valor que, segundo as mensagens, foi pago em parcelas ao longo de 2025.
O que dizem as partes envolvidas
Com isso, A existência do acordo comercial ganhou relevância diante dos registros de que Vorcaro participava de decisões sobre reportagens relacionadas ao banco.
Mensagens mostram pedidos de alterações em reportagens
Nesse sentido, um dos episódios identificados pelo UOL aconteceu em abril de 2025, quando o portal tratava de informações sobre uma suposta proposta de compra de ativos do Banco Master pelo BTG Pactual por R$ 1.
Portanto, vorcaro contestou a informação, afirmando que a proposta nunca havia existido. Em seguida, lilian respondeu que o conteúdo havia sido retirado.
De acordo com as apurações, em outro momento, a CEO encaminhou ao banqueiro uma reportagem sobre a venda de ativos do Master ao BTG Pactual. Vorcaro pediu que a empresa Hapvida fosse retirada do texto, solicitação que foi atendida.
As mensagens também mostram que o empresário recebeu previamente um perfil jornalístico sobre ele próprio. Na ocasião, Lilian informou que aguardaria uma conversa antes de publicar a matéria.
Banqueiro também opinava sobre cobertura do Banco Central
A atuação de Vorcaro não se limitava às notícias diretamente relacionadas ao Banco Master.
Em agosto de 2025, o empresário recebeu antecipadamente uma entrevista com o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que mencionava Renato Gomes, diretor da instituição responsável por analisar a proposta de aquisição do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Vorcaro sugeriu que as referências a Gomes fossem reduzidas e que o assunto fosse explorado em outra reportagem. A alteração foi realizada.
Posteriormente, Lilian encaminhou ao banqueiro um perfil sobre Renato Gomes. Vorcaro pediu a retirada de uma referência à possível falência do Master e sugeriu incluir informações sobre divergências internas no Banco Central.
Segundo a apuração do UOL, as solicitações também foram atendidas.
Gomes havia se posicionado contra a operação envolvendo o Banco Master e o BRB, que acabou não sendo concretizada.
Vorcaro pediu que portal reduzisse cobertura de adversário do banco
Outro episódio envolve Ricardo Cappelli, político que fazia críticas à proposta de compra do Banco Master pelo BRB e se apresentava como pré-candidato da oposição ao governo do Distrito Federal.
Em agosto de 2025, Vorcaro pediu a Lilian Tahan que diminuísse temporariamente a cobertura do portal sobre Cappelli.
A executiva respondeu: “Deixa comigo”.
As mensagens não demonstram, isoladamente, quais publicações deixaram de ser feitas em consequência do pedido, mas registram a solicitação do empresário e a resposta da responsável pelo veículo.
O UOL também identificou trocas de mensagens sobre reportagens relacionadas à possível venda do Banco Master à Fictor, em novembro de 2025, pouco antes da prisão de Vorcaro.
O que diz a CEO do Metrópoles?
Procurada pelo UOL, Lilian Tahan negou que o contrato publicitário do Banco Master tivesse relação com a cobertura jornalística do portal.
A executiva argumentou que o Metrópoles publicou diversas matérias expondo problemas envolvendo negócios e empresas associados a Vorcaro.
Sobre o envio antecipado de reportagens, afirmou que consultar fontes para verificar informações e contextos é uma prática que utiliza com representantes do setor empresarial, da política e do Judiciário.
Lilian também justificou a cobertura sobre Renato Gomes, afirmando que o diretor do Banco Central havia se tornado um personagem relevante por sua posição contrária à aquisição do Master pelo BRB.
Em relação às críticas de Ricardo Cappelli, a executiva afirmou que Luiz Estevão era contrário à operação e havia fornecido ao político análises que questionavam sua viabilidade.
As explicações apresentadas pela CEO contestam a existência de uma relação entre os pagamentos publicitários e as decisões editoriais, embora as mensagens divulgadas pelo UOL registrem pedidos de mudanças feitos por Vorcaro e atendidos pelo portal.

Globo demite ‘chefão’ após de vazamento de conversas com Vorcaro
Grupo Globo afirma que relação do diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio com ex-banqueiro e anunciante era inadequada. Mensagens vazadas mostravam convites para encontros privados, comentários maliciosos sobre figuras públicas e acordos comerciais
Rafael Damas | 14:24 – 15/10/2026
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