Malga di Paula diz que ele não se conformava com saída do ar nos anos 2000
(Foto: Reprodução Redes Sociais)
A viúva de Chico Anysio, Malga di Paula, trouxe à tona um lado pouco conhecido da vida do humorista: a frustração com a TV Globo nos últimos anos de carreira. Segundo ela, o artista morreu carregando mágoas pela falta de espaço na emissora que ajudou a marcar sua trajetória.
Em entrevista ao podcast do jornalista Rodrigo Alvarez, na rádio TMC, Malga afirmou que o humorista se sentia “apagado” pela televisão. “Mataram ele 14 anos antes. Tiraram 14 anos de vida dele. A Globo apagou ele na vida e na morte. O Chico tinha muita depressão por causa disso”, declarou.
A fala faz referência ao fim da clássica Escolinha do Professor Raimundo, que saiu do ar em 2001 após queda de audiência. A partir daí, Chico passou a fazer apenas participações pontuais em programas como o Zorra Total e em especiais de fim de ano, sem voltar a comandar uma atração própria.
Além da relação com a emissora, Malga também criticou o documentário Chico Anysio – Um Homem à Procura de um Personagem, lançado no Globoplay. De acordo com ela, os 14 anos de casamento com o humorista foram praticamente ignorados na produção.
“Não fui comunicada, não fui convidada. Dá a impressão que eu não existi”, afirmou. No documentário, o nome de Malga é citado apenas de forma breve, enquanto a narrativa prioriza a carreira de Chico e sua relação com os filhos.
As declarações reacendem o debate sobre o tratamento dado a grandes nomes da televisão brasileira em seus últimos anos de vida, especialmente aqueles que ajudaram a construir a história do humor no país.
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