Sobre o tema envolvendo Goiânia em 1933, além disso, quem passa pela Praça Cívica provavelmente não imagina que parte da história do nascimento de Goiânia permanece debaixo da terra. Dessa forma, uma urna colocada na pedra fundamental da nova capital em 24 de outubro de 1933 guarda documentos, jornais, moedas e outros registros daquele dia. Com isso, relatos históricos situam a cápsula sob a área ocupada atualmente pelo Palácio das Esmeraldas, sede do Governo de Goiás.
Nesse sentido, A urna acompanha Goiânia desde antes de a cidade ter oficialmente esse nome. Portanto, quando Pedro Ludovico Teixeira lança a pedra fundamental, em 1933, a futura capital ainda é tratada nos documentos como “nova cidade” ou “futura capital”. Em seguida, O município de Goiânia só seria criado em agosto de 1935. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Goiânia em 1933 continuam sendo acompanhados com atenção.
De acordo com as apurações, E o que foi colocado debaixo da terra naquele 24 de outubro? Por outro lado, registros históricos apontam uma cópia da ata da cerimônia, cartões, jornais e moedas da época. Vale destacar que há ainda referência a um exemplar de “Goyania”, poema épico publicado em 1896 que antecede a própria capital e é associado posteriormente à origem de seu nome. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Goiânia em 1933 nos últimos dias.
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Urna marca o nascimento de Goiânia

Sendo assim, O episódio ocorre em 24 de outubro de 1933, cinco meses depois de o Governo de Goiás definir a área onde seria construída a nova capital. Além disso, O Decreto Estadual nº 3.359, de 18 de maio daquele ano, escolhe terras próximas a Campinas, às margens do Córrego Botafogo e compreendidas pelas fazendas Crimeia, Vaca Brava e Botafogo. Dessa forma, O urbanista Attilio Corrêa Lima fica responsável pelo planejamento da cidade. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Goiânia em 1933 continuam sendo acompanhados com atenção.
Com isso, O ponto escolhido para o lançamento da pedra fundamental fica em um terreno elevado. Nesse sentido, A história oficial publicada pelo Governo de Goiás identifica esse local como a área onde atualmente se encontra o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Goiânia em 1933 nos últimos dias.
Portanto, A data também carrega significado político. Em seguida, pedro Ludovico escolhe 24 de outubro para relacionar a construção da nova capital ao terceiro aniversário do movimento de 1930 que leva Getúlio Vargas ao poder e altera a estrutura política brasileira.
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O que foi colocado dentro da urna?
De acordo com as apurações, um dos registros mais detalhados aparece em relatos que recorrem ao livro “Como Nasceu Goiânia”, de Ofélia Sócrates do Nascimento Monteiro, publicado ainda na década de 1930.
Por outro lado, depois da cerimônia da pedra fundamental, uma cópia da ata dos acontecimentos daquele dia teria sido colocada dentro da urna. Vale destacar que junto ao documento foram guardados cartões, jornais e moedas daquele período. Depois disso, o conjunto foi fechado e selado.
São objetos comuns quando observados isoladamente, mas que passam a funcionar como uma fotografia material de Goiás em 1933. Os jornais preservam o noticiário do período; as moedas registram o sistema monetário daquele momento; e a ata documenta quem participa do ato que inicia oficialmente a construção da nova capital.
Um registro publicado pelo Diário do Congresso Nacional em 1991 acrescenta outro item à história: um exemplar do poema épico “Goyania”, de Manuel Lopes de Carvalho Ramos, teria sido colocado na “urna histórica” durante o lançamento da pedra fundamental.
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“Goyania” é publicado em 1896, na cidade do Porto, em Portugal, décadas antes de Pedro Ludovico decidir transferir a capital para a região de Campinas.
A obra é de Manuel Lopes de Carvalho Ramos e aborda Goiás em forma de poema épico. Acervos dedicados à literatura goiana registram que um exemplar foi destinado à urna relacionada à pedra fundamental da futura capital.
A relação entre o livro e o nome da cidade acrescenta uma camada à história. Estudos sobre a origem do topônimo apontam que “Goiânia” já existia como título da obra muito antes de a capital ser construída. Em 1933, o nome também aparece entre as sugestões apresentadas no concurso promovido pelo jornal O Social para batizar a nova cidade.
O resultado da votação, porém, não determina a escolha. “Petrônia”, referência a Pedro Ludovico, recebe 105 votos, enquanto “Goiânia” obtém menos de dez. Mesmo assim, quando o município é criado em 1935, o interventor escolhe Goiânia e não explica publicamente a razão da decisão.
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Onde exatamente está a urna?

Esse é o ponto que torna a história ainda mais curiosa.
A documentação oficial do Governo de Goiás confirma que a pedra fundamental é lançada “em pleno altiplano, onde atualmente se encontra o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica”. Isso coloca o marco inicial da cidade sob a área ocupada posteriormente pela sede do governo estadual.
Relatos publicados ao longo das décadas são mais específicos. Em 1995, reportagem que recupera as informações de Ofélia Sócrates afirma que a pedra fundamental estaria exatamente sob o elevador do Palácio das Esmeraldas. Dois anos depois, outro registro histórico repete a localização e descreve a cápsula como uma urna com ata, cartões, jornais e moedas.
Há, portanto, duas escalas de informação. A localização sob a área do Palácio das Esmeraldas encontra respaldo na história oficial. A indicação específica de que a urna permanece sob o elevador vem de relatos históricos posteriores.
Não foi localizado pelo Mais Goiás, nas fontes públicas consultadas, registro recente de inspeção, abertura ou retirada da urna.
Urna foi aberta alguma vez?
Também não há, nas fontes públicas consultadas, registro de que a cápsula tenha sido retirada ou aberta desde o lançamento da pedra fundamental.
Isso diferencia essa urna de outros objetos históricos relacionados à fundação e ao Batismo Cultural de Goiânia. Uma urna ligada às cerimônias de 1942, por exemplo, integra atualmente o acervo do Museu Zoroastro Artiaga e teve seu conteúdo catalogado.
A de 1933 pertence a outro episódio. Ela marca o início da construção física de Goiânia e está ligada à própria pedra fundamental.
Sem registro de abertura, não é possível saber atualmente em que condições estão os papéis, jornais, moedas e demais objetos colocados no interior da estrutura há quase 93 anos.
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Goiânia ainda nem tinha nome oficial
Outro detalhe ajuda a dimensionar a idade da cápsula. No dia em que ela é colocada no solo, Goiânia ainda não existe formalmente como município.
A pedra fundamental é lançada em outubro de 1933. O município só nasce legalmente em 2 de agosto de 1935, quando o Decreto Estadual nº 327 funde Campinas, Hidrolândia e partes dos territórios de municípios vizinhos para formar Goiânia.
A transferência definitiva da capital acontece em 1937. Já o Batismo Cultural, responsável por apresentar a nova cidade ao restante do país, ocorre apenas em julho de 1942.
Isso significa que a urna está relacionada ao primeiro desses grandes marcos: o momento em que a capital ainda existia principalmente como projeto e começa a sair do papel.
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Uma cápsula do tempo sem data para ser aberta
Ao contrário das cápsulas do tempo contemporâneas, não foi localizado documento estabelecendo uma data para abertura da urna da pedra fundamental de Goiânia.
Ela não parece ter sido criada com uma contagem regressiva para ser recuperada 50 ou 100 anos depois. A prática de guardar atas, jornais, moedas e outros objetos nas pedras fundamentais era utilizada para registrar o momento de criação de edifícios, instituições e cidades.
No caso de Goiânia, esses materiais passam quase um século debaixo de uma das áreas mais simbólicas da capital.
Acima deles, a cidade cresce. O Palácio das Esmeraldas é construído, a Praça Cívica ganha seus edifícios, Goiânia supera o projeto inicial para dezenas de milhares de moradores e se transforma em uma metrópole.
Debaixo da área onde tudo começa, porém, permanece uma pequena coleção de objetos escolhidos em 1933 para registrar o dia em que Goiânia começa a ser construída.
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