Sobre o tema envolvendo Caso Dannilo Proto, além disso, A sentença que condenou dez pessoas na Operação Regra Três também detalha como, segundo a Justiça de Goiás, funcionava a organização responsável por fraudar programas da Secretaria de Estado da Educação de Goiás em Rio Verde, que teria rendido ao grupo pelo menos R$ 2,2 milhões. Dessa forma, A organização criminosa atuava principalmente por meio de empresas de fachada ou registradas em nome de terceiros para disputar contratações de obras, reformas, serviços e impressão de materiais. Com isso, entre os programas envolvidos estavam o Reformar, Equipar, Revisa Goiás e 1008 – Educação Que Queremos.
Nesse sentido, segundo a sentença, o delegado da Polícia Civil Dannilo Ribeiro Proto e a professora estadual concursada Karen de Souza Santos Proto, que são casados, ocupavam o topo da organização criminosa. Portanto, A denúncia, recebida pela juíza Placidina Pires após a análise das provas, apontou os dois como “autores intelectuais” do esquema. Em seguida, dannilo, segundo a decisão, utilizava a posição pública para favorecer os interesses do grupo. De acordo com as apurações, karen ocupava função de coordenação na estrutura regional da Seduc em Rio Verde, utilizando a influência e informações obtidas em razão do cargo para direcionar contratações. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Caso Dannilo Proto continuam sendo acompanhados com atenção.
Por outro lado, dannilo Proto está preso na Casa do Albergado, em Goiânia, desde agosto de 2025. Vale destacar que karen Proto, professora estadual concursada chegou a ser presa em janeiro de 2026, mas cerca de um mês depois, a Justiça concedeu liberdade provisória. Sendo assim, os demais respondem em liberdade. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Caso Dannilo Proto nos últimos dias.
Contexto e detalhes sobre Caso Dannilo Proto
Condenação dos réus
- Dannilo Ribeiro Proto — organização criminosa, falsidade ideológica, ameaça e prevaricação. Pena: 11 anos e 2 meses;
- Karen de Souza Santos Proto — organização criminosa, falsidade ideológica e violação de sigilo funcional. Pena: 11 anos e 1 mês;
- Leonard Ferreira de Paulo — organização criminosa e falsidade ideológica. Pena: 8 anos e 3 meses;
- Taisa Souza Santos — 6 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão. Foi condenada por organização criminosa e falsidade ideológica.
- Valdir Antônio Braga — organização criminosa e falsidade ideológica. Pena: 5 anos e 11 meses de reclusão;
- Júlio Furquim Goulart Júnior — 7 anos e 11 meses de reclusão. Condenado por organização criminosa e falsidade ideológica.
- Hádamо Ferreira de Souza — organização criminosa e falsidade ideológica. Pena: 7 anos e 11 meses de reclusão;
- Marco Aurélio Barbosa Marques — organização criminosa. Pena: 6 anos e 5 meses de reclusão;
- Vitor Rodrigo Bento — organização criminosa. Pena: 6 anos e 5 meses de reclusão;
- Luana Morais dos Santos — organização criminosa. Pena: 5 anos e 8 meses de reclusão.
Leonard Ferreira de Paulo aparece na sentença como responsável pela gestão das empresas utilizadas no esquema. Além disso, ele era formalmente ligado à Gyn Investimentos e, conforme a decisão, coordenava a elaboração de orçamentos e a participação das empresas nas contratações. Dessa forma, uma funcionária ouvida no processo afirmou que, seguindo ordens de Leonard, preparava orçamentos para diferentes empresas do grupo. Com isso, para a magistrada, a prática servia para criar uma aparência de concorrência e fazer com que a empresa de interesse dos envolvidos fosse contratada. Especialistas destacam que novas atualizações sobre Caso Dannilo Proto devem surgir em breve.

Taisa Souza Santos, esposa de Leonard, aparecia formalmente como proprietária da Barbosa Terraplenagem, antiga C3 Construtora. A sentença, porém, aponta que a empresa tinha participação oculta de Leonard, Dannilo e Marco Aurélio Barbosa Marques. Nesse sentido, conversas analisadas no processo também indicaram a participação de Marco Aurélio na empresa, inclusive com aporte de R$ 1 milhão para aquisição de máquinas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Caso Dannilo Proto continuam sendo acompanhados com atenção.
LEIA MAIS Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Caso Dannilo Proto nos últimos dias.
Principais pontos e impactos da decisão
- Esposa de delegado ocupava coordenação de Educação na época em que houve desvio em escolas de Rio Verde
- Delegado preso por suposta fraude em licitação já foi afastado por corrupção
- Delegado de Rio Verde, preso desde agosto, é acusado de coagir ex-alunos de dentro da cela
Valdir Antônio Braga era o sócio formal da Braga Construtora Ltda. Portanto, A Justiça considerou comprovado que ele funcionava como uma espécie de laranja de Leonard na empresa. Em seguida, A construtora participou de 17 dispensas de licitação do programa Reformar e, segundo a sentença, “ganhou” 16 delas, inclusive disputando procedimentos com a Gyn Investimentos, ligada a Leonard.

Júlio Furquim Goulart Júnior, contador, atuava na parte contábil da estrutura. A sentença afirma que ele era o contador comum de empresas envolvidas no esquema e participava da arquitetura fraudulenta, conferindo aparência de regularidade fiscal às empresas e legitimando contabilmente as operações. O relatório citado pela magistrada aponta atuação dele na criação, alteração e regularização documental de diversas empresas ligadas aos acusados.
Hádamо Ferreira de Souza aparece ligado às empresas utilizadas para apresentar orçamentos e participar das contratações. A sentença também descreve sua atuação em operações financeiras relacionadas ao grupo. Em um dos episódios analisados, Dannilo teria orientado Hádamо a pegar um cheque emitido pela Braga Construtora e depositá-lo na conta da Gyn Investimentos, de Leonard, com endosso de Valdir.
O que dizem as partes envolvidas
Marco Aurélio Barbosa Marques, empresário, era sócio formal do Grupo Casa Verdi, formado pela Casa Verdi Construtora e Casa Verdi Investimentos. Segundo a sentença, ele também mantinha participação oculta na Barbosa Terraplenagem. A decisão registra ainda pagamentos classificados como “gratificações” que saíram da empresa e foram parar em contas vinculadas a Marco Aurélio.

Vitor Rodrigo Bento, servidor da educação, ocupava função financeira na Coordenação Regional de Educação de Rio Verde durante a gestão de Karen. De acordo com a sentença, ele tinha controle e gestão sobre repasses, especialmente verbas emergenciais. A magistrada considerou que isso reforçava que Vitor tinha conhecimento das fraudes e permitia que elas ocorressem. A decisão também aponta que ele compartilhou sua senha de acesso a um sistema interno com Karen quando ela já não era mais coordenadora, permitindo que ela consultasse informações restritas sobre o número de alunos das escolas.
Por fim, Luana Morais dos Santos aparece como uma pessoa de confiança do casal Proto. A empresa Focus do Saber Educacional, que participou de procedimentos ligados ao Revisa Goiás, foi inicialmente registrada em nome de Hádamо e posteriormente transferida para Luana. Para a juíza Placidina Pires, Luana sabia que a transferência servia para ocultar os verdadeiros proprietários e viabilizar as fraudes. A sentença considera que sua atuação foi decisiva para as irregularidades, especialmente no Revisa Goiás.

Como a engrenagem funcionava
A estrutura descrita na sentença da juíza combinava agentes públicos, empresários e empresas formalmente registradas em nomes de terceiros. Enquanto Dannilo e Karen comandariam a estratégia, Leonard coordenaria as empresas e os orçamentos; os empresários e servidores apareciam formalmente ou atuavam dentro da estrutura pública; e o contador dava aparência de regularidade às operações. A Justiça concluiu que os dez integravam uma organização voltada à apropriação indevida de recursos dos programas educacionais do Estado.
A sentença ainda resume a lógica do esquema ao afirmar que os envolvidos “subverteram programas estaduais voltados à melhoria da Educação Pública e transformaram tais programas em uma ferramenta de enriquecimento ilícito”, por meio do desvio de verbas públicas da educação de Rio Verde.
Relembre a investigação
Na investigação do MPGO, Dannilo Proto e a esposa, Karen de Souza Santos Proto são suspeitos de liderar um esquema que desviou mais de R$ 2,2 milhões de dinheiro público da rede estadual de ensino.
Segundo a investigação, o delegado é sócio de um instituto favorecido em contratos de reforma de escolas, impressão de material didático e até na realização de concurso público da Câmara de Rio Verde. Desde 2020, ao menos 40 contratos sem licitação teriam sido fraudados para beneficiar a empresa. A Justiça bloqueou bens das empresas e do Instutito Delta Proto.
A juíza Placidina Pires determinou que os condenados paguem R$ 1,85 milhão à Secretaria de Estado da Educação como ressarcimento ao erário. O valor corresponde ao prejuízo causado pelos contratos considerados fraudulentos. Também foi fixado o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.
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