Sobre o tema envolvendo Trump rejeita, Trump – Rawpixel.com/ Shutterstock.com
Além disso, O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou no dia 21 qualquer plano de frear o desenvolvimento da inteligência artificial, mesmo diante do crescimento dos alertas sobre os riscos da tecnologia. Dessa forma, em publicação na rede social Truth Social, ele comparou os temores sobre a IA a outras previsões que costuma chamar de exageradas, incluindo discussões sobre mudanças climáticas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Trump rejeita continuam sendo acompanhados com atenção.
“Isso é uma farsa ainda maior”, escreveu Trump, ao rebater declarações de que sistemas avançados poderiam representar ameaça à humanidade ou que robôs poderiam atacar pessoas. Esse ponto reforça a repercussão gerada em torno de Trump rejeita nos últimos dias.
Trump rejeita: Corrida tecnológica com Pequim aparece como justificativa central
Com isso, O republicano voltou a associar o avanço da inteligência artificial à disputa geopolítica com a China. “Quem vencer na IA, vence! Estamos liderando agora sobre a China e todos os outros, e vou manter dessa forma”, afirmou.
Segundo Trump, o governo americano não pretende sufocar uma tecnologia que, na avaliação dele, terá impacto maior do que a Revolução Industrial ou a criação da internet.
Governo promete agir apenas diante de riscos concretos
Apesar do discurso de incentivo ao setor, Trump afirmou que órgãos federais estão preparados para intervir caso identifiquem ameaças reais decorrentes do uso da tecnologia.
“Seremos cuidadosos, e é por isso que temos o Departamento de Justiça e outros órgãos de aplicação da lei, que vão colocar as coisas sob controle se for necessário”, escreveu. Ele também disse pretender “incentivar a IA ou SI”, numa referência à chamada superinteligência.
Executivos do setor pedem mais cautela no desenvolvimento
A fala do presidente ocorre em meio ao aumento de alertas vindos de dentro da própria indústria de tecnologia. Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defendeu recentemente uma desaceleração no desenvolvimento dos modelos mais avançados para permitir que mecanismos de segurança acompanhem a evolução dos sistemas.
- Sam Altman, da OpenAI, manifestou apoio a medidas adicionais de segurança.
- Elon Musk, da xAI, defendeu maior cautela no avanço dos modelos.
- Demis Hassabis, da Google DeepMind, também sinalizou preocupação com os riscos.
Amodei tem chamado atenção especialmente para sistemas capazes de operar de forma autônoma, incluindo a execução de ataques cibernéticos sem supervisão humana direta.
Declaração repete posição adotada durante viagem à Irlanda
Trump já havia rejeitado pedidos semelhantes no dia 13, durante conversa com jornalistas na Irlanda. Na ocasião, disse que os Estados Unidos não poderiam reduzir o ritmo de desenvolvimento enquanto disputam com a China o domínio da tecnologia.
“Estamos liderando a China em IA, somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero manter dessa forma”, disse, na mesma linha do discurso mais recente.
Washington e Pequim discutem canal para riscos de segurança
A Casa Branca tem tratado a liderança tecnológica sobre a China como prioridade estratégica, com investimentos acelerados em data centers, chips e infraestrutura voltada à inteligência artificial.
Ainda assim, autoridades dos dois países avaliam a criação de um canal de comunicação para tratar de incidentes graves envolvendo IA que possam afetar a segurança nacional de ambas as nações.
O tema deve ganhar ainda mais destaque nesta semana, quando Trump recebe na Casa Branca o líder chinês Xi Jinping, em encontro que deve incluir a disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo.

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