A prefeitura de Goiânia aposta na telemedicina para reduzir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e concentrar o atendimento presencial nos casos realmente urgentes. O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, disse que o paciente será atendido em até 30 minutos. “A teletriagem deverá ocorrer em até cinco minutos após a abertura do aplicativo. Depois disso, o paciente deverá estar em consulta com um médico em até 30 minutos”, explicou.
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O serviço, que será contratado por meio de licitação, deverá funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, com acesso por computador ou celular e atendimento remoto realizado por enfermeiros e médicos.
De acordo com a Secretaria de Saúde, pacientes com sinais de maior gravidade serão identificados ainda na teletriagem e orientados a procurar atendimento presencial imediatamente, evitando atrasos em situações de urgência.
A intenção da Secretaria Municipal de Saúde é que a plataforma realize inicialmente cerca de 10 mil atendimentos mensais, mas o objetivo é alcançar 30 mil teleconsultas por mês.
Caso a meta inicial seja alcançada, a expectativa da pasta é reduzir em cerca de 13% o volume de pacientes de baixa complexidade nas unidades presenciais. Se o serviço atingir 30 mil teleconsultas por mês, a redução poderá chegar a aproximadamente 38% dos casos classificados como verdes.
Segundo Pellizzer, embora a licitação tenha valor estimado em até R$ 50 milhões, a expectativa é que o custo efetivo do contrato fique em torno de R$ 30 milhões por ano. “Esse valor é de cerca de R$ 2,5 milhões por mês. É o custo de uma unidade de saúde”, afirmou.
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Desafogar as UPAs
A estratégia da prefeitura é retirar das filas das unidades os pacientes com quadros de baixa complexidade, que representam a maior parte da demanda nas urgências.
Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde aponta que, somente em 2025, as UPAs realizaram cerca de 820 mil atendimentos. Desse total, 75% correspondiam a casos clínicos de baixa e média gravidade, que poderiam ter sido resolvidos em centros de saúde ou unidades de saúde da família.
Atualmente, a rede municipal registra entre 100 mil e 120 mil atendimentos por mês. Destes, aproximadamente 78 mil são classificados como casos verdes, ou seja, sem urgência.
“A expectativa é retirar das unidades os pacientes de baixa complexidade, que hoje geram filas e sobrecarga no sistema, mas que poderiam ter seus casos resolvidos com uma receita ou uma orientação médica por telemedicina.”
Segundo o secretário, se apenas um terço dos pacientes elegíveis aderir ao novo serviço, o impacto na rede já será significativo. “Deixaremos de ter entre 25 mil e 30 mil pessoas por mês nas unidades presenciais. Isso representa cerca de mil pessoas por dia a menos sobrecarregando o sistema.”
Pellizzer afirmou ainda que o maior movimento nas UPAs ocorre às segundas, terças e quartas-feiras, justamente quando a procura por atendimentos de menor gravidade aumenta.

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