Uma medida de segurança incomum está em andamento na prisão de Ketziot, localizada no sul de Israel, onde foi iniciada a construção de um fosso de 170 metros de extensão. O projeto, revelado em 29 de julho de 2026, prevê a utilização de crocodilos como barreira de contenção ao redor de uma ala que abriga detentos palestinos, incluindo membros do Hamas. A iniciativa busca reforçar a segurança do local, comparado a um centro de detenção conhecido como “Alcatraz dos jacarés” na Flórida, Estados Unidos.
Detalhes do projeto e o alto investimento
As obras no interior da instalação foram confirmadas pelo Ministério da Segurança Nacional de Israel na semana passada. O gabinete do ministro Itamar Ben-Gvir afirmou que o Serviço Prisional está totalmente preparado, com um plano detalhado que abrange desde a manutenção e os cuidados dos crocodilos até a criação de celas de descanso para os animais. Para viabilizar a construção, foram destinados 7 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 35 milhões de reais.
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Reclassificação controversa de animais selvagens
A execução do projeto só foi possível após uma mudança significativa na classificação do crocodilo-do-Nilo pelo Ministério de Proteção Ambiental. Antes considerado um “animal selvagem protegido”, o crocodilo foi reclassificado como “animal selvagem domesticado”, uma decisão tomada sob pressão de Ben-Gvir. Essa medida gerou forte oposição da Autoridade de Natureza e Parques de Israel.
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Riscos e a oposição de especialistas
A Autoridade de Natureza e Parques de Israel contestou a reclassificação, argumentando que a medida carece de qualquer base profissional ou científica. O órgão alertou para os seguintes pontos de preocupação:
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- Perigos físicos para os guardas penitenciários e para os próprios prisioneiros;
- Introdução de um predador de grande porte, longevo e não nativo no ecossistema local;
- Potenciais riscos para o meio ambiente natural de Israel e para a população em geral.
Justificativa do governo israelense e o contexto
Em defesa da polêmica decisão, a ministra da Proteção Ambiental, Idit Silman, afirmou que a severa crise de superlotação no sistema penitenciário israelense exige a adoção de medidas de dissuasão como o uso de crocodilos. Ela enfatizou que, após os eventos de 7 de outubro, o número de presos por questões de segurança aumentou significativamente, justificando a necessidade de considerar tais alternativas. A ministra explicou em uma entrevista de rádio: “No final das contas, devemos lembrar que, como resultado do dia 7 de outubro, o número de presos por questões de segurança aumentou consideravelmente, e há uma real necessidade de se considerar medidas de dissuasão”.
Proximidade da realocação dos animais e treinamento
O plano estabelece que o Serviço Penitenciário israelense irá receber os crocodilos de um resort situado na parte norte do território. Após a aquisição, os animais serão realocados para uma área adjacente à prisão de Ketziot, que é a maior instalação carcerária de Israel. Além da realocação, o projeto prevê o treinamento específico de agentes penitenciários para que possam lidar de forma segura e eficiente com os crocodilos.




